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Homeopatia ou placebo?

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A Homeopatia é um tipo de terapia muito usada hoje em dia. Ela se baseia na cura pelo semelhante. Por exemplo: um medicamento homeopático usado para a insônia emprega um medicamento homeopático que causa insônia (acha estranho isso?). Os medicamentos são muito diluídos antes de serem administrados. Proporcionalmente, é como se colocássemos uma gota de princípio ativo num “oceano” e, depois, administrássemos essa mistura em um paciente. Extremo, não é?

Vale ressaltar que os efeitos dos homeopáticos são drasticamente diferentes dos medicamentos sintéticos, também conhecidos como alopáticos (feitos em laboratório). Este tipo de terapia, a homeopática, até hoje é muito discutida e negada por muitos profissionais de saúde, pelo fato de não ser ainda comprovada pela ciência.

Porém, na prática se têm resultados muito satisfatórios. Existem casos em que indivíduos se curam somente com o uso de medicamentos homeopáticos, sem qualquer uso de remédios “convencionais” utilizados normalmente na prática clínica. Um trabalho publicado na European Journal of Pharmacology (1999) (Jornal Europeu de Farmacologia) e no Cochrane database of systematic reviews (2000) (Banco de dados de revisões sistemáticas Cocrane) mostra a eficácia no uso da homeopatia contra a asma crônica e sua importância na prática clínica...

Mas, a minha idéia não é convencer ninguém sobre a eficácia ou não do uso da homeopatia. No entanto, gostaria de saber se alguém já teve experiência com isto, algum relato sobre o uso da homeopatia e suas consequências quanto ao seu uso. E então, alguém já teve alguma experiência?

Ricardo Durães

Artigos citados: http://www.springerlink.com/content/rem9l2cvglvcf81e/ e http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/10796532

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Será que vai fazer bem?

Uso indiscriminado de medicamentos pode trazer graves riscos à saúde.

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O uso indiscriminado de medicamentos é algo extremamente perigoso e bastante comum no nosso país. Como todo mundo sabe, é comum encontrar pessoas que tomam sem nenhuma necessidade aquela “pilulazinha” para dormir, para se sentir bem, não sabendo o perigo que esta ação pode estar causando. Vejam:

Uma questão é muito importante ressaltar: balconistas ou donos farmácia (claro que há exceções) pensam somente no lucro adquirido na venda imediata de determinada droga. E esse fato tem que ser repensado para que se faça algo em prol do próximo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no mundo, mais da metade de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos inapropriadamente e que metade dos pacientes não os usam corretamente. Portanto, é gasto muito dinheiro que, ao invés de benefícios, pode trazer gravíssimos riscos à saúde.

Fonte: SPPT

No Brasil existe a portaria 3.916/98 do Ministério da Saúde que dispõe sobre o Uso Racional de Medicamentos (URM) que compreende a “prescrição apropriada; a disponibilidade oportuna e a preços acessíveis; a dispensação em condições adequadas; e o conjunto de doses indicadas, nos intervalos definidos e no período de tempo indicado de medicamentos eficazes, seguros e de qualidade.”

No entanto, sabendo como funcionam as coisas no nosso país, é muito complicado que vejamos estas regrinhas sendo seguidas, não é? Porém, queridos leitores, fica a ideia lançada: devemos fazer o certo ou abraçar mais uma vez o erro?

Ricardo Durães

* Mais informações:

 http://www.sppt.org.br/wp/?p=162

http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1141

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