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Copa virtual

Telepresença

Foi anunciado hoje que o canal ESPN irá realizar sua cobertura da copa da África do Sul utilizando uma ferramenta chamada TelePresença. Esta ferramenta envia áudio e vídeo em alta definição por meio da infra-estrutura de banda larga. Isso mesmo, o canal, em parceria com a empresa Cisco (não conhece? Então clique aqui.), irá tranmistir suas gravações e, até, os seus “ao vivos” via um poderoso sistema de internet. E não estamos falando aqui de imagens tremidas ou travadas, mas sim do envio de áudio e vídeo em altíssima qualidade.

Para que fique mais claro, a telepresença, segundo a própria Cisco, é uma teconologia que estabelece contatos entre pessoas distantes sem uma viagem “material”. Em outras palavras, a telepresença cria um tipo de comunicação pessoal e direta que, através da Web , permite que os usuários interajam e  colaborarem de uns com os outros. Com isso, os ditos “agentes da comunicação” podem atender a demandas diversas, compartilhar conteúdos, gravar eventos com formato de vídeo em alta qualidade, etc. Em suma, a telepresença substitui um contato concreto por um contato real, porém virtual. 

Esse sistema trará à ESPN uma grande economia. Pois, o custo das transmissões diminurá bastante:

A tecnologia permitirá à ESPN fornecer conteúdo televisionado em seus programas a partir da Cidade do Cabo e Port Elizabeth, nos estádios ali localizados. Já o Centro Internacional de Transmissão da Cisco, ficará localizado em Johanesburgo. Segundo o canal, o uso da ferramenta proporcionará a economia de milhares de dólares, uma vez que elimina a necessidade do envio de caminhões de equipamentos  para cobertura. Isso porque o sistema utiliza apenas uma câmera para a transmissão das imagens e uma tela de alta definição para a comunicação com as outras sedes.

Fonte: IDGnow

Só para se ter uma ideia, com a utilização do sistema a ESPN e a Cisco esperam ter uma economia de até U$S 25 mil por entrevista. Ou seja, a tecnologia promete fazer muito com pouca parafernalha e, principalmente, com baixos custos operacionais. O que, se avaliarmos bem, parece ser uma tedência consolidada em nossos tempos.

O poder comunicativo da Web, com mais esse exemplo, só prova que veio para ocupar uma espaço ainda maior nas nossas vidas. Por incrível que pareça, ainda teremos muitas coisas para ver dentro dessa “rede fantástica”. Novas tecnologias, novos negócios e novos conteúdos, pasmem, ainda estão, e muito, por aparecer. E se aguardamos um pouco, seguramente veremos…

Henrique Oliveira

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Apocalypse now em game?

Apocalypse Now

Tido como uma dos melhores filmes de guerra do cinema americano e, para muitos (inclusive para mim), a melhor releitura da guerra do Vietnã, o filme Apocalypse Now (1979) do diretor Francis Ford Coppola parece estar prestes a virar um game.

A empresa responsável pela conversão seria a Killspace Entertainment, que, segundo alguns especialistas, já está trabalhando duro no novo projeto. Apesar de a empresa não ter confirmado nada ainda, as evidências já parecem suficientes para acreditarmos que personagens marcantes, como tenente-coronel transloucado Bill Kilgore (vivido por Robert Durval) ou o coronel Lucas (Harrison Ford), irão sair das telas de cinema para entreter um público que não para de crescer em todo o mundo: o dos viciados em jogos de computador.

Segundo a revista Wired, por meio do seu site e da divulgagação da Folha on line, o registro de um domínio reforçaria os rumores de que o game estaria sendo preparado…

O fãs do filme e também os apaixonados por games, com certeza esperarão anciosos pela novidade. Mas, será que vai mesmo sair?

Henrique Oliveira

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“Boicote” político

Flores na sede da google china

Muita gente deve ter visto nos últimos noticiários que o governo chinês, depois de acirradas discussões, conseguiu desativar parte importante dos serviços do site Google no país. Na segunda-feira, a gigante da internet, oficialmente, desativou seu principal site em chinês e começou a redirecionar as buscas para outro site em Hong Kong.

A empresa já vinha travando uma guerra com o partido comunista chinês.  E o embate, que já durava cerca de dois meses, culminou com a posição do Google em não aceitar a auto-censura exigida pelo governo do país. Uma vez que o site teria que determinar sérias restrições aos usuários domésticos do site e da Internet.

A medida enfureceu parte da opinião pública chinesa que, indignada, realizou uma série de protestos contra a “morte” do maior site de buscas no país: flores foram colocadas em frente à sede da empresa em Pequim (veja a foto acima) e muitos críticos se posicionaram contra a decisão… No entanto, além dos protestos, a coisa parece ter adentrado em um terreno um pouco mais “espinhoso”.  

Nesta quarta-feira, um jornal do Partido Comunista Chinês veio a público para acusar o Google de ajudar na ação de espiões dos Estados Unidos. O jornal intitulado “o diário do povo” veementemente  afirmou que a censura chinesa sobre a empresa nada mais é do que uma “representação” dos esforços de Pequim para desenvolver o “crescimento tecnológico interno” no país. E que, para o jornal (que, inclusive, é a maior publicação do partido comunista), a disputa sobre esta questão do Google nada mais é do que uma tentativa inaceitável de desafiar a autoridade do governo:

“Para o povo chinês, o Google não é deus, e mesmo que faça todo um espetáculo sobre políticas e valores, ainda não é deus. […] Na verdade, o Google não é virgem quando se trata de valores. Sua cooperação e conivência com a inteligência dos Estados Unidos e agências de segurança é bem conhecida", disse o jornal.

Fonte: Uol tecnologia

Em outras palavras, a saída do Google da China foi, eminentemente, uma decisão de cunho político. A antiga veia comunista e autoritária do governo chinês absurdamente falou mais alto nesta questão.

Cabe lembrar que censura e Internet nunca combinaram, e que tudo isso é mais um exemplo de que o autoritarismo só traz prejuízos a um povo. Afinal, o acesso irrestrito á informação é um direito humano que deve ser respeitado em sua primazia…

 Henrique Oliveira

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Computadores Zumbis: previna-se

computador_zumbi

Com o avanço e o incremento da Internet, cresceram, também, as  artimanhas dos hackers – bandidos virtuais. Várias são as formas desses criminosos agirem: utilizando alto conhecimento em informática, muitas vezes eles camuflam sua existência para, em grande parte dos casos, impunemente,  invadir sistemas e contas pessoais de outras pessoas e praticar as mais ardilosas fraudes…

Uma das formas de atuação  dos hackers que mais vem chamando a atenção nos últimos tempos é a utilização dos chamados “computadores zumbis” (não discutiremos aqui a adequação da nomenclatura…):

Computador zumbi é um termo empregado para classificar computadores utilizados para envio de spam e ataque a sites, sem que o dono do computador saiba de tal atividade. Para que isso aconteça, o invasor precisa instalar um programa no computador-alvo, normalmente através de e-mails, redes ponto-a-ponto (peer-to-peer), ou mesmo através de sites com links onde o invasor disfarça o programa para que o usuário não saiba de que se trata. Após a instalação do programa, o invasor passa a utilizar esse computador (juntamente com todos os outros computadores infectados) para enviar e-mails em série (spam) com diversas finalidades, ou mesmo para atacar sites, com intuito de criar danos ao site ou deixá-lo lento.

Fonte: Wikipédia

Os computadores zumbis são mais comuns do que a gente pensa! Muita gente aqui já deve ter passado pela insuportável situação de ter seu nome vinculado a atitudes virtuais  que não praticaram. Muitas vezes, as vítimas, sequer, sabem que os piratas da Web estão usando seu computador e seus dados para difundir pragas pela rede. Muitas vezes nos surpreendemos ao pegar e-mails com mensagens bastante genéricas (do tipo, “olha só este vídeo que fiz de você”…), supostamente nossos e que estão circulando entre os nossos contatos, mas que, obviamente, não foram redigidos por nós.

A situação costuma a irritar bastante a vítima. Porque ela simplesmente não sabe o que está acontecendo e, muito menos, como deve proceder para cessar aquele incomodo.

O usuário geralmente permanece desavisado de que sua máquina foi "seqüestrada" - afinal, ainda é possível usá-la, embora ela fique consideravelmente mais lenta. À medida que seu computador começa ou a enviar quantidades massivas de spam ou a atacar sites, ele se torna ponto principal de qualquer investigação envolvendo as atividades suspeitas do seu computador. O usuário pode descobrir que seu provedor de Internet cancelou sua conta, ou até que ele está sob investigação por atividades criminosas. Por outro lado, o hacker nem liga para a perda de um de seus zumbis, porque ele tem mais. Às vezes, ele tem muitos mais - uma investigação descobriu que um único computador de um hacker controlava uma rede de mais de 1,5 milhão de computadores (fonte: TechWeb).

Citação: How stuff Works

Mas, como se resguardar contra esse ataque? A resposta é muito simples, apesar de não ser fácil de se praticar: e preciso prevenção constante. O usuário não deve confiar somente nos seu antivírus e sair abrindo tudo o que lhe dá na telha. Além de ter o aplicativo de segurança sempre atualizado, o Internauta terá que ter instalados na máquina rastreadores de de spywares para monitorá-lo nas suas andanças pela rede. Além de proteger sua rede doméstica com um bom firewall.

É preciso, da mesma forma, cuidado redobrando com as senhas. Elas devem ser difíceis de se adivinhar e, nunca, devem  estar salvas no próprio computador (use sua memória, ela ainda funciona. =].). Não use a mesma senha para todas as aplicações da Web e, caso você já tenha sido infectado, infelizmente,terá que formatar a máquina e trocar todas as  senhas (rodar antivírus também pode funcionar para barrar a ação do hacker)…

Enfim, é preciso que nos armemos contra estas pragas virtuais. E, quanto maior a prevenção, melhor. Nunca devemos nos esquecer de que os hackers sempre, sempre mesmo, estarão prontos  a atacar e que seu computador pode  ser o próximo alvo. Atualmente redes enormes de computadores zumbis tem sido desativadas (leia, por exemplo, esta matéria, que informa a recente  desativação de uma  rede de 800 mil computadores infectados na Espanha), o que demonstra que a atividade, mais do que nunca,  está em alta…

Henrique Oliveira

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Limitar é a solução?

google 

Toda as vezes que lemos notícias sobre processos judiciais vinculados a conteúdos da internet, uma questão naturalmente nos vêm á cabeça: deve-se mesmo controlar o que se publica na rede? Não é a primeira vez que, aqui no incomode-se, tratamos desse polêmico tema – veja, por exemplo, este artigo. Porém, a primeira vez que divulgamos uma notícia relacionada a uma condenação concreta contra altos executivos de uma empresa forte da Internet.

Foi publicado hoje na Folha Online um fato que pode dar novo rumo á toda a discussão que paira em torno do controle ou não da Web: segundo a reportagem, nesta quarta-feira (24) três diretores do Google na Itália, depois de um longo processo penal, foram condenados a 6 meses de prisão pelo crime de violação de privacidade. A decisão ocorreu depois que os diretores David Drummond, George De Los Reyes e Peter Fleitcher não impediram que um vídeo mostrando um jovem portandor de síndrome de Down sendo agredido fosse veiculado no YouTube.

O filme, divulgado em 2006, mostra um menino portador de síndrome de Down, sendo maltratado e agredido por colegas de classe, enquanto outros olham sem fazer nada. Durante a agressão, um dos alunos desenha a suástica nazista no quadro negro e depois faz a saudação fascista. As cenas foram filmadas em maio de 2006 numa das classes da Escola Técnica Steiner, de Turim, no norte da Itália, e divulgadas através do Google em setembro do mesmo ano.

Fonte: Folha Online

O vídeo acima ficou na internet até o final de 2006 e teve milhares de acessos. O que provocou protestos em toda a Itália. A opinião pública do país simplesmente não tolerou que imagens tão fortes e vinculadas a uma violência tão absurda ficassem tanto tempo disponível no Youtube. Nesse momento, então, a sociedade pareceu se manifestar em favor de um controle efetivo do que se publica na internet. 

A primaeira providência foi logo tomada: com a ajuda do próprio Google, as autoridades identificaram os menores responsáveis pela agressão e os obrigaram a cumprir as penas cabíveis. Porém, o caso se estenderia a muito mais. Os dirigentes do Google, além de processados por violação de privacidade, foram condenados por boa parte da opinião pública italiana que os acusavam de não ter atentado para a desumanidade que o vídeo expressava em nome dos interesses da própria empresa…

Em outras palavras, este exemplo italiano serviu para que as pessoas refletíssem mais uma vez sobre uma questão crucial que ronda a publicação frenética de conteúdos na Web: a imposição de limites. Segundo o porta-voz do Google Itália, Marco Pancini, a condenação dos diretores é uma ameaça à liberdade de expressão:

"É um ataque aos princípios fundamentais da liberdade sobre os quais a internet foi criada", comentou o porta-voz, afirmando que a empresa vai recorrer. "Entraremos com apelação contra esta decisão surpreendente, já que nossos colegas não tiveram qualquer relação com o vídeo."

De acordo com Pancini, os executivos não tiveram ligação alguma com a realização, divulgação e controle do filme. "Se este principio não existir mais, será impossível oferecer serviços na internet", disse o porta-voz.

Fonte: Folha Online

Realmente, um site no porte do Google dificilmente vai conseguir controlar tudo o que lhe chega. Creio que seja preciso, não o lastreamento da Web, mas sim a punição de quem pratica o ato criminoso e o veicula na Rede. Porque a Internet e os serviços nela oferecidos são apenas ferramentas. E ferramentas se usam de diversas maneiras.

Cabe a nós coibir, então, coibir o ato em sua raiz. E não, simplesmente, condenar sua veiculação. Até porque, com a rapidez das novas mídias, nós já percebemos que isso é impossível…    

Henrique Oliveira

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A escalada do Facebook

As redes sociais são mesmo a febre do momento na internet. Depois do sucesso retumbante do twitter, é a vez do Facebook crescer ainda mais e roubar a cena no mundo da Web: foi divulgado ontem pelo site Compete.com, que a rede de relacionamentos se tornou o segundo site mais visitado nos Estados Unidos. De acordo com uma reportagem publicada pela Folha Online, o Facebook ultrapassou o portal de conteúdo e buscas Yahoo! em número de visitas (veja o gráfico). 



Com isso, o Facebook obteve o segundo lugar entre os sites mais visitados nesse país --o primeiro lugar é do Google.A rede social obteve 133,6 milhões de visitantes únicos em janeiro, enquanto o Yahoo! obteve nesse mês 132,0 milhões e o Google 148 milhões.De acordo com o Compete.com, "são dois anos completos desde que vimos uma alteração no topo [do ranking de acessos]", já que, em fevereiro de 2008, o Google tomou o lugar do Yahoo! como o número 1. Fonte: Folha Online
O crescimento do Facebook, como pudemos ver, é vertiginoso. Em muitos lugares do mundo, o site já incomoda a hegemonia da Google. O Google Buzz (leia também este artigo) , por exemplo, é uma resposta a essa "ameaça" e uma prova de que o Facebook e outras redes sociais são os sites mais bem sucedidos da atualidade. Inclusive, segundo essa mesma pesquisa da Compete.com, se formos incluir na observação o tempo de permanência dos internautas no sites americanos, o Facebook já lidera o ranking há um bom tempo!

Em outras palavras, essa escalada do Facebook demonstra que a Web é extremamente volátil. E que nada é tão imutável como pareceia... E muita coisa ainda há de aparecer! Ainda bem...
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A aposta Google Buzz

google buzz

Quem tem uma conta no Google já deve ter percebido que hoje a “toda poderosa” da internet lançou aos seus milhões de usuários mais uma novidade: trata-se do Google Buzz, uma nova ferramenta de Rede social que promete (pelo menos é isso que a Google quer) desafiar os já enormes Facebook e Twitter.

Com a iniciatiiva, a Google pretende não perder mais do que já perdeu para suas princiapais concorrentes no ramo das redes sociais – que, disparadamente, e há muito tempo, são a maior febre da web no Brasil e em boa parte do mundo. O Google Buzz é uma resposta à visível queda do Orkut frente ao twitter e ao Facebook. Integrado ao Gmail, o novo sistema vai possibilitar aos seus usuários a troca de fotografias e vídeos. Além de servir como um canal de troca de experiências pessoais entre os internautas. Em outras palavras, a nova aposta da Google, como não poderia deixar de ser,  surge com uma pretensão de se tornar a maior e mais sólida Rede Social da Internet (será?).

A Google está preocupada com a viabilidade do seu aparato de publicidade. O Facebook já tem mais do dobro dos utilizadores do gmail e pretende em breve lançar o seu próprio serviço de correio electrônico, que é conhecido por Project Titan (projeto titã) mas que é conhecido oficiosamente por 'gmail killer', uma expressão que mostra o quanto o Facebook está disposto a entrar em guerra com a Google. […]Para além de poder ser utilizado num computador o Google Buzz pode ser utilizado em smartphones e permite a ligação com diversos programas, como o Picasa, o YouTube ou o Flickr. Representa a mais ousada tentativade incursão da Google nas redes sociais. Fonte:http://aeiou.expresso.pt

Bem, ainda é cedo para saber se a Google terá sucesso nessa sua nova empreitada. Porém, no jogo dos negócios da Internet nós, meros observadores mortais, já aprendemos uma coisa: não é prudente desconfiar da potencialidade da grande monstra da Web…

Henrique Oliveira

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