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Mais uma vez, a natureza em fúria

Como se não bastassem as chuvas que assolaram o Rio de Janeiro desde a madrugada desta última terça-feira, hoje, quinta-feira, os mares cariocas “resolveram” também se revoltar. Numa impressionante ressaca, as águas das belas praias do Rio protagonizaram cenas que mesclaram beleza, força e medo. Vejam – as imagens são dos fotógrafos Júlio César Guimarães (UOL) e Vanderlei Almeida (AFP) e estão publicadas no UOL notícias: 

ressaca 3 Depois das fortes chuvas foi a vez do mar mostra a sua força.

ressaca 4 Ondas colidem violentamente sobre as pedras

ressaca 5  Diversão adiada: família assiste à ressaca

ressaca 6 Ondas gigantes se formaram

ressaca 7

A água invadiu ciclovias e ruas

Mais, uma vez a natureza comprova que a sua força e extremamente mais potente do que o nossos caprichos. Desastres como os provocados pelas fortes chuvas dessa semana na capital fluminense, e também essa forte ressaca, nos comprava que, mais do que nunca precisamos nos planejar para uma época em que o planeta está mudando.

Não dá mais para tolerar que os governos permitam o crescimento desordenado das cidades. A selva de concreto não pode se sobrepor irresponsavelmente a toda uma “camada” natural que, antes, nos protegia. É preciso, antes de tudo, bom censo, para que não continuemos a ver nossa população sucumbindo diante da nossa própria ignorância…

Henrique Oliveira

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O problema da hidropirataria

Rio amazonas

Ontem, assistindo aos noticiários da TV, me deparei  com uma prática que, até então, não sabia que estava sendo tão praticada no  nosso país. Trata-se da hidorpirataria. o nome meio complicado serve para designar o ato de se roubar (roubar mesmo) águas de um determinado local para vender em  outro – uma espécie de “comércio ilegal de águas”. 

O nome hidropirataria foi dado pela imprensa e caracteriza um problema real no país. Literalmente, nós estamos tendo as águas dos rios amazônicos sendo contrabandeadas, pirateadas mesmo! No entanto, a falta de denúncias formais (pelo menos é isso que as autoridades alegam) impede  uma ação mais incisiva a Agência Nacional de Águas (ANA).

A diretoria da ANA, responsável pela fiscalização dos recursos hídricos, sabe da hidropirataria. Até a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) conhece o assunto.  Um relatório secreto da maçonaria também denuncia o roubo da água da Amazônia, que ocorre na foz do rio Amazonas, na altura do Amapá.

Fonte: nadiatimm

Como se não bastassem as queimadas e  os desmatamentos que destroem a floresta amazônica, agora estão roubando as águas dos rios da nossa maior riqueza florestal. Isso é até previsível se pensarmos que, em países do oriente médio, por exemplo, se compra água a peso de ouro. E não são  todos os países  que tem a “sorte” de ter rios caudalosos com água de extrema  qualidade, como são os rios  da Amazônia.

Não faz muito tempo que algumas entidades denunciaram o roubo da nossas águas. Segundo diversas autoridades, navios que descarregavam suas mercadorias em portos amazônicos voltavam aos seus países de origem cheios de água para vender. E o negócio é lucrativo:

A captação de água seria feita por petroleiros no rio Amazonas. A foz do rio, o maior do mundo, tem 320 quilômetros de extensão, na costa do Amapá, despejando no Oceano Atlântico pelo menos 200 mil metros cúbicos de água por segundo. Na foz, a profundidade média é em torno de 50 metros, o que suporta o trânsito de grandes cargueiros. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. […] Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água, mesmo no estado bruto, representa uma grande economia. O custo por litro tratado é muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas, além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas dos rios europeus.

Fonte: Nadiatimm

Cabe lembrar, no entanto, que, por lei, o Brasil teria que defender a posse de suas águas, que são tratadas como “bens da União” no artigo 20º da nossa Constituição. Porém, o que vemos, mais uma vez, é uma total falta de controle. Precisamos lembrar que a Amazônia é a maior reserva de água doce do planeta e que isso, não nos enganemos, é  uma riqueza imensurável  para muita gente.

Não podemos permitir que nossa água seja roubada aqui, para atender interesses econômicos de empresas estrangeiras lá fora. É parecido com a  biopirataria: não dá para conceber que outros países desfrutem das nossas riquezas naturais antes de nós. Afinal,  nossa soberania não pode ser apenas uma palavra bonita para discursos políticos…

Henrique Oliveira

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Ilha da madeira: antes e depois

“Fim dos tempos”, “descontrole”, “ira da natureza”… Muito são os rótulos que costumamos atribuir aos eventos climáticos que vêm assolando o mundo nos últimos anos. A maioria dos desastres que tanto nos assustam é, exatamente, consequência de séculos e séculos do nosso tratamento desatento para com o nosso planeta. O consumo irresponsável de várias gerações somadas às próprias tendências e forças naturais, causam espetáculos que são tristes de ser ver mas que, no final das contas, serve de aviso a todos nós. 

A tragédia que estamos acompanhando na bela Ilha da Madeira, em Portugal, nos mostra o quanto somos frágeis diante das consequências ambientais que estão brotando diariamente das nossas próprias ações irresponsáveis… O luto pelas vítimas de Portugal, no meu entendimento, não deve ser um mero luto. Deve sim ser um estímulo para que mudemos nossa visão acerca do futuro mundial e ajamos de maneira mais compatível com a nossa realidade atual. Não podemos deixar que nossas gerações futuras sofram as consequências dos atos que teimamos em não modificar.

Mais do que meramente repetir as causa e explicações para a tragédia, esse artigo serve para reforçar os alertas que, acertadamente, se avolumam mais e mais em todo o mundo: precisamos mudar nossa conduta, temos obrigação de salvar o planeta!

As fotos abaixo demonstram as muitas mudanças trazidas pela catástrofe na Ilha da madeira. Vejam:

Imagens-postsContraste: As ruas completamente destruídas de Funchal em nada lembram sua antiga rotina. Fotos: www.madeiraislands.travel e G1.

 Imagens-posts1  Tristeza: Onde antes se viam belas ruas e construções, se veem agora amontoados de carros e escombros. Fotos: www.madeiraislands.travel e www.onortao.com.br.

Imagens-posts2 Impotência: Nós, pobres humanos, nada (ou quase nada) podemos contra o que nos é maior. Fotos: www.madeiraislands.travel e G1.

 

Imagens-posts4 Exemplo? Será que aprenderemos alguma coisa? Fotos: www.madeiraislands.travel e O globo.

Henrique Oliveira

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Xampu em pó

xampus

Com o acirramento da concorrência e, principalmente, com as novas e cada vez mais presentes necessidades do consumidor, muita empresas estão trabalhando duro para modificar seus produtos e suas estratégias de marketing. A todo o momento, vemos as grandes indústrias gerando inovações e reformulações em suas estratégias de venda e divulgação. Com o advento do século XXI, uma das mais crescentes exigências do mercado (para a nossa sorte) é, justamente, a consciência ambiental das coorporações. De forma mais incisiva e presente, os consumidores apontam para uma tendência de consumo que previlegia os produtos chamados de “ecologicamente corretos”.

Em vista disso, muitas empresas de grande porte vêm tomando medidas inovadoras e até surpreendentes na modificação de suas mercadorias. A empresa Natura é um exemplo. Há cerca de dois anos, o grupo vem estudando a criação de uma linha completa em formato de pó – isso mesmo, de pó! Pelos planos da companhia, Xampus, condicionadores e cremes dessa futura linha seriam entregues aos consumidores em pequenos pacotes contendo um pó que, uma vez adicionado numa certa quantidade de água, transformaria-se num cosmético com a mesma qualidade dos tradicionais.

Em vez de esparramar o líquido na mão para, em seguida, passar na cabeça, você teria de abrir um pequeno sache (ao estilo de sucos como o Tang), despejar num recipiente, adicionar água, dissolver e só então aplicar. E qual a vantagem do trabalho extra? A inovação significaria reduzir drasticamente o uso de embalagens plásticas feitas de petróleo – um recurso não renovável – que acomodam os produtos. Por ser concentrado, o cosmético usaria menos água na sua fabricação. Sem falar na diminuição de emissões de gases poluentes no transporte. Uma caixa que acomoda hoje dez tubos com quase meio litro de xampu cada levaria centenas de saches com o pó – o que faz cair o número de viagens e, consequentemente, o uso de combustível. “O novo produto teria, em média, só 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de Pesquisa e Tecnologia da Natura.

Fonte: Blog do Planeta

A Natura é, pois, um exemplo de que o consumo e a atitude empresarial podem sim serem transformados em benefício do nosso meio ambiente. Basta que nos conscientizemos do nosso papel, que as empresas,  ávidas por vender mais e mais, adequarão seus métodos e suas linhas de produtos á nova realidade que se faz necessária. `

Para se ter uma ideia da nossa importância, enquanto consumidores, para a proliferação desses produtos, a Natura só não lançou a sua nova linha por um simples motivo: ela ainda tem medo que as novidades não sejam bem aceitas. Em outras palavras, ela ainda não tem certeza se estaremos dispostos a pagar um pouco mais por produtos “ecologicamente corretos”…

Henrique Oliveira

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Venda social: o torpor do consumismo

É muito comum ouvirmos falar do consumismo: no sistema capitalista, a cultura de consumo, principal paradigma para evolução daquilo que hoje denominamos como sendo um comportamento consumista, criou-se basicamente através da “vontade” da burguesia em se parecer com nobreza. Inspirados em valores superficiais, desde o século XV as classes ascendentes do mundo ocidental (e, agora, também, do oriental) só pensavam em uma coisa: ter para ser.

Assim, as camadas privilegiadas das sociedades de consumo, depois de satisfeitas suas primeiras necessidades, tinham o prazer em consumir sem consciência. Em comprar pelo mero objetivo de se fabricar status, posições, papéis. Afinal, a própria vida do modo de produção capitalista está primeiramente ligada ao crescimento quase inconsequente do consumo e da circulação de riquezas. Os nobres remuneram uma turba de assalariados que, a qualquer custo, tentam consumir igual ou de maneira parecida aos seus patrões. Não se pensa mais nas puras necessidades: se criam simbologias para o estímulo, ás vezes contraditório, da nossa própria compulsão por comprar. Com ensina Moram, cria-se “um corpo complexo de normas, símbolos e imagens [...] derivadas da imprensa, do cinema, do rádio, da televisão [...] produzida segundo normas maciças da fabricação industrial (...) destinando-se a uma massa social, isto é, um aglomerado gigantesco de indivíduos compreendidos aquém e além das estruturas internas da sociedade”.

Com a dita cultura de massa, engolimos gamas cada vez mais elevadas de mensagens publicitarias que nos impelem, a todo instante, a comprar sem limites. É como se tivéssemos nossa intimidade invadida por projeções sedutoras que nos dizem a todo instante que a nossa posição dentro da sociedade se resume ao que conseguiremos adquirir amanhã. Ter sucesso é ter dinheiro para gastar, é estar com os aparelhos mais avançados, é andar na moda...

Vivemos, pois, numa ditadura velada em que o consumo é colocado acima de tudo. As indústrias não se preocupam em desmatar e poluir para fornecer mercadorias, nós mesmos preferimos o status de estar dentro de um carro sempre novo do que lutarmos por um transporte público de qualidade e menos agressivo para o planeta. Como diz o professor Lindomar Teixeira, “o que é importante – para o capital - não é erradicar aquilo que oprime, frustra ou causa sofrimento ao homem, mas sim aquilo que serve aos interesses do capital. Um exemplo: enquanto grandes grupos econômicos capitalistas estiverem ganhando com inúmeros impactos ambientais, estes não deixarão de existir por muito tempo. O que está em jogo é manutenção da lógica do capital que, como sabemos, favorece apenas uma minoria.”

Todos nós temos ciência da importância de se preservar o meio ambiente. Temos, inclusive, na ponta da língua toda aquela velha retórica do desenvolvimento sustentável. Alguns bradam aos sete ventos que defendem o planeta e são “conscientes”. Porém, basta uma mínima oportunidade e lá estamos nós lotando lojas e mais lojas:




Hoje, por exemplo, foi publicado pelo Estadão, dados que indicam que, devido às reduções de impostos promovidas pelo governo federal, o primeiro semestre de 2009 foi recordista em vendas de carros. Segundo a reportagem, “As vendas de veículos no mercado brasileiro somaram 300.157 unidades em junho deste ano, o que representa uma alta de 21,5% ante maio de 2009 e de 17,2% na comparação com junho de 2008. No acumulado do primeiro semestre deste ano, foram vendidos 1.449.787 veículos, equivalente a um acréscimo de 3% ante igual intervalo do ano passado. Os dados foram divulgados hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e confirmam recorde histórico de vendas em junho e nos seis primeiros meses deste ano”.

Não é novidade para ninguém que este tipo de consumo exagerado é mais uma das facetas da nossa ância por ter. O comportamento consumista ainda é a maior barreira para que se tenha um verdadeiro desenvolvimento sustentável. Precisamos entender a nossa responsabilidade perante tudo isso. Temos que começar a cobrar soluções efetivas. Hoje é hipocrisia se afirmar que a sociedade está adotando uma postura ambientalmente correta perante ao planeta: “o brasileiro deseja ser rico antes mesmo de deixar de ser pobre. Deseja mais um carro para cada um do que educação para todas as crianças e saúde para todas as famílias. Prefere viadutos a saneamento. Criou-se na população um padrão de sonhos: alto consumo, em vez do atendimento das necessidades essenciais. Isto formou um imaginário que decide as eleições públicas, que orienta a economia e que na busca do aumento da riqueza, torna-se incapaz de reduzir a pobreza” (Citação: Cristovam Buarque – fonte: http://revistas.unoeste.br/revistas/ojs/index.php/ch/article/view/204)”.

Temos, então, uma sociedade vendada, vivendo a ilusão do consumo irresponsável e sem fronteiras. Uma sociedade onde até o gritante parece mudo...

Foto: http://www.elmanifiesto.com/articulos.asp?idarticulo=3091
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Projeto de lei visa controlar poluição industrial nos EUA


O congresso americano, por meio da sua Câmara de representantes, começou a discutir a viabilidade de um projeto de lei que pretende controlar as emissões de CO2 (gás carbônico) por suas empresas: o projeto prevê que cada empresa terá que adquirir permissões para lançar determinadas quantidades de CO2 na atmosfera. Assim, as empresas mais poluentes, se quiserem aumentar sua “cota de emissão” previamente designada, terão que desembolsar uma quantia para comprar cotas destinadas a outras empresas menos poluentes.

Outra novidade é que o montante autorizado pelo governo a cada ano para as empresas, de acordo com o projeto, deverá decrescer com o passar do tempo, o que, teoricamente, forçaria as empresas a entrar numa escala de produção industrial mais limpa.

A proposta parece viável e bem interessante do ponto de vista da proteção do meio ambiente. Porém, a oposição ao governo Obama não está vendo com bons olhos o novo projeto: conforme publicado pelo Estadão, “A oposição, do Partido Republicano, condena o projeto como um ‘assassino de empregos’ e ‘o maior aumento de impostos da história’. No início dos debates, não está claro se a lei passará ou não - apenas que a votação será apertada”.

Acima das críticas, o que esse novo projeto mostra é que o governo Obama está propondo uma mudança de “postura ecológica” para a produção industrial americana. Diferente do que fez o seu antecessor, o presidente George Bush, Obama está tentando estimular uma produção mais sustentável e menos degradante para o planeta.

Se nesta sexta feira o projeto passar pela Câmara de Representantes, Obama e os Democratas ainda terão uma árdua batalha pela frente: terão de fazer com que o projeto da nova lei seja aprovado no Senado. Será com certeza mais uma batalha ardil, já que muitos políticos americanos ainda duvidam da popularidade da futura nova lei junto á população. Os congressistas parecem temer que a nova lei venha a encarecer a produção industrial e isso venha acarretar um forte impacto na indústria americana e, principalmente, na sua geração de emprego e renda.

Mais uma vez, o modelo de produção capitalista americano se vê no dilema de aprovar ou não uma lei destinada para a proteção ambiental: o que vem primeiro, o renda e a popularidade do governo ou o bem estar futuro do planeta? Os americanos parecem ainda ter dúvidas...



Foto: Cléber Araújo
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