O sujo e o mal lavado
Amigos, o que estamos prestes a ver nos vídeos abaixo é o estado lastimável em que se encontram os grandes veículos de comunicação do Brasil. Há muito tempo, grandes grupos familiares, religiosos e empresariais vêm controlando de forma completamente monopolista o direito de veicular informação e “formar” opiniões no nosso país. O que manda no jornalismo de massa brasileiro é o jogo de interesses de grandes grupos econômicos. O interesse público, que deveria nortear o viés de todas as reportagens e matérias da imprensa, é colocado de lado e o que vemos é uma verdadeira guerra de egos e “poderes”.Nesta semana o Brasil está assistindo estarrecido à virulenta e completamente PARCIAL troca de acusações entre a Glodo e a Rede Record. Nos últimos dias, a TV da família Marinho, por meio dos seus diversos telejornais, usou a notícia de uma denúncia do Ministério Público contra o Bispo Edir Macedo e sua “quadrilha de furtadores de fiéis”, para relembrar que o pastor e seus asseclas construíram seu império comunicacional e empresarial com o dinheiro de pessoas de boa fé. A denúncia envolve diversos crimes e aponta que o bispo Macedo seria o chefe de uma quadrilha de lavagem de dinheiro que movimenta ilicitamente cerca de 8 bilhões de reais por ano. Vejam:
Na mesma moeda, a Record responde relembrando antigas denúncias contra a Globo: como sua parceria com a ditadura, o acordo espúrio e ilegal com a empresa Time Life e a participação aberta da emissora no jogo dos conchavos políticos do nosso país, dentre outras:
O que se percebe nesse “duelo de titãs” da mamata, é que os interesses que norteiam o fluxo informacional no nosso país, realmente, passam longe do interesse público e da fantasmagórica “objetividade” jornalística. A troca de farpas entre as duas emissoras, só prova que o monopólio da comunicação, para estes grupos e famílias, é apenas mais um negócio, um verdadeiro trampolim para mais poder.
A TV globo, com certeza, deve estar com todos os seus calos doloridos por causa do crescimento da Rede Record. Porém, o fato é que o bispo Edir Macedo alimenta seus negócios com o dinheiro de pessoas de boa fé que crêem na sua dita religião. Em outras palavras, vemos um típico caso do diálogo do “sujo com mal lavado”: os dois grupos têm negócios duvidosos em sua história. Praticam o monopólio informacional guiado simplesmente pelos desígnios dos seus interesses, e isso é flagrante.
Para Globo e Record, com certeza, o que menos importa nessa história toda é o direito da população de ter informação qualificada e menos ambientada nos meandros empresariais. Nós, enquanto telespectadores dessa verdadeira bandalheira, temos sim que protestar contra o mau uso dos meios de comunicação no nosso país. Sabe como? Mudando o canal, lendo mais e sendo mais exigentes e denunciando. Só assim vamos deixar de assistir a episódios lamentáveis como estes...









