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Copa virtual

Telepresença

Foi anunciado hoje que o canal ESPN irá realizar sua cobertura da copa da África do Sul utilizando uma ferramenta chamada TelePresença. Esta ferramenta envia áudio e vídeo em alta definição por meio da infra-estrutura de banda larga. Isso mesmo, o canal, em parceria com a empresa Cisco (não conhece? Então clique aqui.), irá tranmistir suas gravações e, até, os seus “ao vivos” via um poderoso sistema de internet. E não estamos falando aqui de imagens tremidas ou travadas, mas sim do envio de áudio e vídeo em altíssima qualidade.

Para que fique mais claro, a telepresença, segundo a própria Cisco, é uma teconologia que estabelece contatos entre pessoas distantes sem uma viagem “material”. Em outras palavras, a telepresença cria um tipo de comunicação pessoal e direta que, através da Web , permite que os usuários interajam e  colaborarem de uns com os outros. Com isso, os ditos “agentes da comunicação” podem atender a demandas diversas, compartilhar conteúdos, gravar eventos com formato de vídeo em alta qualidade, etc. Em suma, a telepresença substitui um contato concreto por um contato real, porém virtual. 

Esse sistema trará à ESPN uma grande economia. Pois, o custo das transmissões diminurá bastante:

A tecnologia permitirá à ESPN fornecer conteúdo televisionado em seus programas a partir da Cidade do Cabo e Port Elizabeth, nos estádios ali localizados. Já o Centro Internacional de Transmissão da Cisco, ficará localizado em Johanesburgo. Segundo o canal, o uso da ferramenta proporcionará a economia de milhares de dólares, uma vez que elimina a necessidade do envio de caminhões de equipamentos  para cobertura. Isso porque o sistema utiliza apenas uma câmera para a transmissão das imagens e uma tela de alta definição para a comunicação com as outras sedes.

Fonte: IDGnow

Só para se ter uma ideia, com a utilização do sistema a ESPN e a Cisco esperam ter uma economia de até U$S 25 mil por entrevista. Ou seja, a tecnologia promete fazer muito com pouca parafernalha e, principalmente, com baixos custos operacionais. O que, se avaliarmos bem, parece ser uma tedência consolidada em nossos tempos.

O poder comunicativo da Web, com mais esse exemplo, só prova que veio para ocupar uma espaço ainda maior nas nossas vidas. Por incrível que pareça, ainda teremos muitas coisas para ver dentro dessa “rede fantástica”. Novas tecnologias, novos negócios e novos conteúdos, pasmem, ainda estão, e muito, por aparecer. E se aguardamos um pouco, seguramente veremos…

Henrique Oliveira

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Ao sol…

SOL

Ao olharmos da terra para o sol, pouco podemos perceber a grandeza e o poder da estrela que nos dá vida aquecendo o planeta. Além de crucial para a sobrevivência humana, o sol, visto um pouco mais de perto, é belíssimo.

É extamente essa beleza que está sendo revelada pela sonda chamada de “Observatório de Dinâmica Solar” (SDO). A nave foi enviada pela Nasa para pesquisar e entender um pouco melhor as aitividades solares. E os primeiros resultados foram bem satisfatórios: imagens de explosões gigantescas e grandes arcos de gases já foram enviadas á Agência espacial norte-americana e divulgadas em todo o mundo.

A alta resolução das imagens enviadas pela sonda deve ajudar os cientistas a compreender a atividade solar e o impacto desta atividade na Terra. O SDO foi lançado do Cabo Canaveral em fevereiro de 2010, custou US$ 800 milhões e deve operar até pelo menos os próximos cinco anos. Os pesquisadores esperam que, com este prazo de funcionamento da sonda, eles consigam prever o comportamento do Sol da mesma forma que meteorologistas conseguem prever o clima da Terra.

Fonte: BBC Brasil 

A pesquisa é mais que justificável, uma vez que as atividades solares tem profundo impacto na vida do nosso planeta. Podendo interferir em sistemas de comunicação e na própria saúde da população.

As imagens enviadas, então, devem ser o pontapé inicial para uma série de conclusões que ainda são esperadas para esse esforço científico. Afinal, a sonda SDO consegue imagens muito boas do Sol com uma resolução dez vezes maior que a de uma câmera de alta resolução comum.Em outras palavras, as imagens são de altíssima qualidade e revelam detalhes da superfície solar e da sua atmosfera…

 

Henrique Oliveira

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Favorecimentos de Geddel

Geddel e Joao henrique

Recentemente, o site Contas abertas, por meio do seu Twitter, divulgou uma  informação que muita gente já sabia e fingia não ver. Segundo o site, o ex-ministro Geddel Vieira Lima usou grande parte da verba destinada ao ministério da Integração Nacional para financiar obras em prefeituras da Bahia e, mais especificamente, do PMDB.

De acordo com a denúncia, Geddel teve à disposição da sua pasta ministerial um montante de R$ 555,3 milhões. Esse valor, efetivamente, foi distribuído para 756 órgãos públicos municipais de todo o país no ano passado. Porém, dessa quantia, quase 50%, R$ 255 milhões, foram distribuídos entre municípios baianos. E o pior é que as prefeituras da Bahia comandadas pelo PMDB (que, para quem não sabe, é “coincidentemente”, o partido de Geddel) ficaram com 87,8% do valor.

Devemos lembrar também que Geddel deixou a pasta da Integração nacional para concorrer ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Ou seja, que ele será bastante beneficiado eleitoralmente pelas verbas destinadas em massa ao Estado baiano.

Em relação ao número de cidades beneficiadas com recursos da Integração, no ano passado, o PMDB novamente aparece com a maior fatia. Foram 63 prefeituras peemedebistas contempladas, o que representa 46% de todos os 137 órgãos públicos municipais baianos que receberam verbas do ministério. Das prefeituras geridas pelo PT, 16 conseguiram verbas, com o percentual de 12% em relação ao número total de prefeituras patrocinadas. O PR, com 15 municípios beneficiados, contabilizou 11% do total. O PP contabilizou oito prefeituras e um percentual de 6%. O PSDB teve sete prefeituras contempladas, equivalentes a 5%. Entre os 24 municípios baianos que ganharam mais de R$ 1 milhão, 17 são do PMDB. Salvador, por exemplo, do prefeito João Henrique (PMDB), recebeu R$ 113,1 milhões do companheiro de militância Geddel. A cidade de Coronel João Sá, também de administração peemedebista, ganhou R$ 70,1 milhões.

Fonte: Contas abertas

Fica claro, então, que houve favorecimento na distribuição das verbas do ministério da Integração nacional. E tudo isso cheira à velha prática brasileira que usa obras públicas como endosso para campanhas eleitorais. Não é à toa que o ex-ministro Geddel destinou muito mais verbas às prefeituras aliadas ao seu partido. Todos sabemos que é exatamente com o discurso do “foi eu quem fiz” que ele conseguirá muitos votos dentre os baianos.

No entanto, é inadmissível que verbas públicas sejam usadas com outro fim que não o do próprio benefício público. Nada justifica qualquer favorecimento, seja para qual cidade for. Afinal, os critérios políticos da nossa administração deveriam, acima de tudo, ser justos…

Henrique Oliveira

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Apocalypse now em game?

Apocalypse Now

Tido como uma dos melhores filmes de guerra do cinema americano e, para muitos (inclusive para mim), a melhor releitura da guerra do Vietnã, o filme Apocalypse Now (1979) do diretor Francis Ford Coppola parece estar prestes a virar um game.

A empresa responsável pela conversão seria a Killspace Entertainment, que, segundo alguns especialistas, já está trabalhando duro no novo projeto. Apesar de a empresa não ter confirmado nada ainda, as evidências já parecem suficientes para acreditarmos que personagens marcantes, como tenente-coronel transloucado Bill Kilgore (vivido por Robert Durval) ou o coronel Lucas (Harrison Ford), irão sair das telas de cinema para entreter um público que não para de crescer em todo o mundo: o dos viciados em jogos de computador.

Segundo a revista Wired, por meio do seu site e da divulgagação da Folha on line, o registro de um domínio reforçaria os rumores de que o game estaria sendo preparado…

O fãs do filme e também os apaixonados por games, com certeza esperarão anciosos pela novidade. Mas, será que vai mesmo sair?

Henrique Oliveira

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Mais uma vez, a natureza em fúria

Como se não bastassem as chuvas que assolaram o Rio de Janeiro desde a madrugada desta última terça-feira, hoje, quinta-feira, os mares cariocas “resolveram” também se revoltar. Numa impressionante ressaca, as águas das belas praias do Rio protagonizaram cenas que mesclaram beleza, força e medo. Vejam – as imagens são dos fotógrafos Júlio César Guimarães (UOL) e Vanderlei Almeida (AFP) e estão publicadas no UOL notícias: 

ressaca 3 Depois das fortes chuvas foi a vez do mar mostra a sua força.

ressaca 4 Ondas colidem violentamente sobre as pedras

ressaca 5  Diversão adiada: família assiste à ressaca

ressaca 6 Ondas gigantes se formaram

ressaca 7

A água invadiu ciclovias e ruas

Mais, uma vez a natureza comprova que a sua força e extremamente mais potente do que o nossos caprichos. Desastres como os provocados pelas fortes chuvas dessa semana na capital fluminense, e também essa forte ressaca, nos comprava que, mais do que nunca precisamos nos planejar para uma época em que o planeta está mudando.

Não dá mais para tolerar que os governos permitam o crescimento desordenado das cidades. A selva de concreto não pode se sobrepor irresponsavelmente a toda uma “camada” natural que, antes, nos protegia. É preciso, antes de tudo, bom censo, para que não continuemos a ver nossa população sucumbindo diante da nossa própria ignorância…

Henrique Oliveira

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Lula não é o “melhor” das américas

lula-presidente

Um levantamento da Instituição de consultoria mexicana Mitofsky frustrou muitos dos “defensores ferrenhos” do presidente Lula no Brasil. Para muita gente Lula era o melhor e mais bem avaliado presidente das américas. Mas, segundo pesquisa divulgada hoje pelo por Uol notícias, Lula tem um presidente rivalizando com ele quando o assunto é popularidade no nosso continente.

O primeiro em popularidade nas américas é o presidente Maurício Funes de El Salvador, que tem hoje 83% de aprovação, contra os históricos 76% do presidente brasileiro.

 

Em seguida, com avaliação “alta”, aparecem os presidentes Ricardo Martinelli (Panamá), Evo Morales (Bolívia), Álvaro Uribe (Colômbia) e Leonel Fernandez (República Dominicana). […] Com 48% de popularidade, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, está entre os líderes de aprovação “média”, ao lado do mexicano Felipe Calderón e do paraguaio Fernando Lugo. […]Álvaro Colom (Guatemala), Oscar Árias (Costa Rica) e Rafael Correa (Equador) registraram avaliação “baixa”. No pé da lista, com popularidade em 35%, está a presidente Cristina Fernandez de Kirchner (Argentina), que agora deixou o último lugar.

Fonte: UOL notícias

Apesar dos números, não se pode negar que o Lula é um fenômeno de popularidade em nosso país e em todo o mundo. Depois de quase oito anos de populismos, obras e muito marketing, o “lulinha paz e amor” da campanha parece definitivamente ter se firmado como um dos “caras” nos cenários continetal e mundial.

Resta apenas saber o quanto o povo brasileiro e o país realmente ganharam com tanta representatividade…

Confiram o Ranking do presidentes mais populares:

Mauricio Funes
(El Salvador)
83%

Luiz Inácio Lula da Silva
(Brasil)
76%

Ricardo Martinelli
(Panamá)
69%

Evo Morales
(Bolívia)
66%

Álvaro Uribe
(Colômbia)
63%

Leonel Fernández
(República Dominicana)
57%

Felipe Calderón
(México)
53%

Fernando Lugo
(Paraguai)
50%

Barack Obama
(Estados Unidos)
48%

Álvaro Colom
(Guatemala)
43%

Óscar Arias
(Costa Rica)
42%

Rafael Correa
(Equador)
41%

Cristina Kirchner
(Argentina)
35%

Stephen Harper
(Canadá)
26%

Alan Garcia
(Peru)
26%

Daniel Ortega
(Nicarágua)
26%

*Com informações da Consultoria Mirofsk (abril 2010) – Fonte: UOL

Henrique Oliveira

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Nova arte?

esculturas_de_lego

“Criações pós-modernas”, “pseudo-arte”, “pop art”, “mera brincadeira”… Muitas vezes  escutei estas nomenclaturas toda vez que uma nova forma de arte se despredia do tradicionalismo e se ligava ao contemporãneo, ao atual. Até bem pouco tempo, o cinema de animação, por exemplo, era considerado como uma sub-categoria da arte cinematográfica. Como se fosse um simples exemplo de uma cultura de entretenimento vazia.

No entanto, a criatividade humana nunca teve fornteiras e, a despeito das críticas, formas de arte inovadoras e, sobretudo, modernas foram tomando forma e ganhando seu espaço. A valorização das obras do Andy Warhol são uma exemplo de que a inovação, antes tida como verdadeira deformidade , está em alta. Nesse ano, inclusive, tivemos a primeira animação a concorrer a um Oscar de melhor filme. E várias formas inusitadas de se produzir velhas técnicas artísticas não param de aparecer pelo mundo. Aqui mesmo no Incomode-se nós divulgamos, há pouco tempo, um concurso de esculturas feitas de fita adesiva (não viu? Clique aqui) que chamou bastante a atenção.

desta vez o foco será novamente as esculturas. Mas, agora, com toque bem mais moderno e inovador: pela primeira vez, um artista consegue criar, vender bem e expor uma coleção de esculturas de lego. Sim aquele velho lego, que todas as crianças da década de 1990 conheceram, passou de um mero brinquedo para se tornar forma de arte. Vejam:

Como vimos, não há mais fornteiras para que se deixe a criatividade fluir. O que poderíamos julgar como uma mera brincadeira, pode dar lugar a invenções extremamente instigantes. O artista Nathan Sawaya, responsável pela exposição que está na cidade de Nova York, disse no vídeo:

As pessoas se aproximam do seu trabalho porque  "elas estão acostumadas a ver carros e caminhões construídos com Lego, mas ver obras de arte é uma coisa nova. […] Minha meta era levar o Lego para um lugar em que nunca tivesse sido visto antes, levá-lo para o museu, para a galeria de arte”.

Creio que seja justamente essa inovação de se transformar o “banal” numa estética artística que faça a força e o charme dessas novas expressões. Mesmo que alguns relutem am aceitar…

Henrique Oliveira

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Chávez x Twitter

Hugo_Chavez

Não é de hoje que o chavismo vem sofrendo diversas críticas. E não é para menos. Volta e meia o atual governo venezuelano cisma em cutucar os mais ferozes leões com uma vara extremamente curta. Dessa vez o presidente venezuelano está alardeando uma campanha contra o Twitter. E isso porque os opositores do governo venezuelano, cada vez mais, vêm utilizando a ferramenta e outras redes sociais da web para abrir uma nova frente de enfrentamento contra o presidente e seus aliados ditos “revolucionários”.

Os opositores estão usando o Twitter e a outros canais para criticar o presidente em muitas das suas ações polêmicas. O fechamento de uma TV privada nos últimos dias, por exemplo, fez com que surgissem no país as mais diversas manifestações “twitteiras”: mensagens como #freevenezuela se tornaram febre no país e, até, entraram na lista dos tópicos populares (os famosos Trending Topics) do site. 

Mas, se formos olhar pela lógica chavista, a preocupação não é sem sentido:

O site de microblogs vem registrando crescimento explosivo na Venezuela, com mais de 200 mil contas ativas. Com crescimento de mais de 1.000% em 2009, a Venezuela agora registra um dos maiores índices per capita de uso do Twitter na América Latina.

Fonte: Folha Online

Como já é de costume, o presidente venezuelano começou a disparar sua “metralhadora de bravatas” contra a rede social: "A internet é uma trincheira de batalha porque está trazendo uma corrente de conspiração". […] A internet não pode ser livre", disse Chávez há pouco tempo em das suas inúmeras entrevistas e aparições em meios de comunicação.

Me parece, pois, que uma atitude como esta do presidente venezuelano é muito mais um atentado á liberdade popular e comunicação do que qualquer outra coisa. Um governo que se autodeclara “revolucionário” e/ou “libertador” nunca deveria cogitar controlar ou, mesmo, amordaçar uma rede comunicativa tão prolífica quanto é o Twitter.

Frases como “a internet não pode ser livre” parecem ser avisos bastante fortes de que a Venezuela e o chavismo se aproximam e, cada vez mais, começam a chafurdar num viés autoritário, ditatorial e extremamente corrompido. Detratores do chavismo, inclusive, afirmam no país, com todas as letras, que um plano governamental está sendo preparado para “canalizar” o tráfego de internet através de “diretrizes estatais”.

Como diria o velho chavão (desculpem o trocadilho): onde há fumaça, há fogo.

Chávez parece sim estar querendo silenciar a nova “oposição on-line” que surge no país e, a todo instante, por meio de seu governo, dá mostras de insatisfação com a sua “não-onipresença” em mais esse canal midiático. O Twitter está incomodando. E o está, justamente, porque abre uma nova forma de comunicação e organização no país: uma maneira livre e eficiente. E, convenhamos, para um governo que tem tantos viéses de autoritarismo, isso pode ser bastante ruim…

Henrique Oliveira

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O BOPE pode ser “bonzinho”?

BOPE_LOGO

Na nossa sociedade é bastante comum que a polícia, como representante direta do poder do coerção do Estado, crie uma mistura de sensações bastante peculiar na população como um todo: ao mesmo tempo em que se espera dessa organização uma sensação de segurança e proteção, cria-se uma espécie de “medo” contra o poder que nós mesmos investimos em tais agentes. Talvez, estejam na cabeceira da lista desses “medos” o receio de a ter a liberdade ou, mesmo, vida caçada pelas famigeradas sanções policiais.

Em comunidades onde há um nível de violência mais elevado, a polícia, em grande parte pelo seu próprio corrompimento, muitas vezes é mais temida do que qualquer outra coisa. A pesquisadora Jacqueline Muniz do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Cândido Mendes no Rio de Janeiro, por exemplo tem uma opinião bem esclarecedora sobre o tema:

Ao longo de quase 160 anos da história das organizações policiais no Brasil estas organizações estiveram voltadas para a proteção do Estado contra a sociedade. Em outras palavras, desde que foram criadas, até mais ou menos a década de 1970, elas foram, por força de lei, forçadas a abandonar o seu lugar de polícia em favor de um outro lugar, que é de instrumento de imposição da ordem vinda do Estado. O fazer polícia significando defender o Estado contra o cidadão é algo que está bastante claro na farta documentação histórica, legal e formal existente. Assim, o processo de afastamento da polícia com relação a sociedade se dá desde a fundação das organizações policiais. A idéia que se tinha, e que vigorou por um bom tempo, é que as organizações policias deveriam se proteger de uma sociedade insurreta, rebelde e isso poderia contaminá-la ou poluí-la. Não foi apenas o processo de militarização recente da segurança pública que afastou a polícia da comunidade, como se costuma dizer, mas a disciplinarização da sociedade, o esforço de uma lógica liberal autoritária, tanto em relação a ela, como em relação as organizações policiais. Isso se refletiu na crise identitária das organizações policias hoje, no Brasil contemporâneo da redemocratização. As organizações policiais, basicamente as ofensivas, foram por força da lei abandonando o lugar de polícia, das atividades cotidianas e foram se dedicar a atividade de força combatente.

Fonte: Comciência

A polícia, como pudemos ver, sempre fez grande parte do seu trabalho através de práticas eminentemente impositivas. No interior do Estados liberais, as formas de controle sempre foram um quesito complicado, apesar de necessários. O que nasceu, então, para a defesa dos direitos sociais, políticos, civis, etc, gerou na população uma espécie de “oposição inconsciente” que, perigosamente, se aproxima da distância que o povo sempre teve da presença do exército nas ruas em momentos de guerra. Afinal, convenhamos, forças policiais apenas com veia combatente nunca foram muito populares em sociedades nas quais se prima pela manutenção de estado de “paz pela paz”. 

Parece-nos até flagrante que a Instituição policial, que deveria nos defender de “nós mesmos” e do nossos “desvios criminosos”, está, a cada dia, mais imersa numa imagem que remete a medo e, paradoxalmente, á insegurança do que à sensação de proteção que tanto ouvimos em vários discursos por aí.  As muitas práticas corruptas da polícia e a sua participação efetiva numa tática que usa muito da temida “política do terror” (onde vale a lei do “quem mata mais”) talvez tenha papel crucial nessa sensação que se abate sobre tantas pessoas atualmente. Quem, por exemplo, não já se sentiu acuado diante de uma blitz policial ostensiva e cheia de armamentos pesados? Quantos não já escutaram ou mesmo viveram de perto uma suposta truculência policial?

É quase como se isso já fosse até parte da essência da atuação policial. Afinal, é preciso do medo para uma real coação, não é?

Mas, vamos ao fato que nos levou a essa discussão: hoje, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Rio de Janeiro tentou mudar um pouco a visão de medo que a sua atuação deixou “marcada” em muitas comunidades carentes. O Batalhão foi convocado para “distribuir seis toneladas de peixes aos moradores do Morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro. Os peixes, que foram apreendidos pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), estavam em um barco que não tinha licença para pesca de arrastão” (fonte: UOL). Vejam:

Bope distrib peixes 

Vimos então que o BOPE, através dessa atitude, ainda parece tentar se “aproximar”, em algum momento, das populações nas quais ele atua diretamente. Porém, essa ação abre margem a uma  pergunta – a qual deixarei ao ilustre leitor: O BOPE, como organização policial de espírito eminentemente de combate, pode ou, mesmo, tem condições de ser “bonzinho”?

Talvez, essa questão seja mais difícil de responder do que parece…

Henrique Oliveira

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Camelos: bibliotecas ambulantes

camelo

É notável a capacidade humana de se adaptar ás adversidades e sempre encontar saídas para situações desfavoráveis. Quando nos deparamos com os desafios, é comum que pensemos em soluções para driblar os obstáculos e chegar aos objetivos. São características humanas: a superação e a criatividade.

Muitos são os exemplos que atestam a realidade do que falamos acima. O esquimós inventaram toda uma engenharia própria para suportar o frio intenso do seu habitat. Da mesma forma, os japoneses criam, a cada dia, novas formas de se precaver contra os desastres naturais que tanto os assolam…

O homem se adapta, eis a a realidade. Tanto o é que hoje mesmo, lendo o portal Folha Online, eu tive mais um exemplo: Camelos estão sendo usados pela população do Quênia para levar livros a escolas localizadas em áreas remotas do país. Vejam o vídeo:

 

São soluções critivas para um país, que não dispões de mínimas estruturas, poder contornar os desafios e partir rumo a uma educação, pelo menos, um pouco melhor. Os quenianos, mesmo com toda pobreza do país, ainda mostram que, além de criativos, são persistentes em suas jornadas diárias rumo à dignidade…   

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Erro de estratégia

Ladrão rouba, tenta vender á própria vítima e é preso.

Edgard

O feito, que mais parece uma cena de comédia pastelão, foi protagonizado pelo norte-americano Edgar Roderick Pugh (veja a foto), 44 anos, que foi preso na semana passada em New Port Richey, no estado da Flórida (EUA), por ter roubado alguns itens de um caminhão e tentado vendê-los para o proprietário do veículo (isso mesmo, para a própria vítima do crime).

Segundo informações da polícia divulgadas no portal G1, Edgar roubou uma furadeira, um frasco de perfume e alguns cabos.

Pugh acabou preso depois que a polícia comparou o código de identificação da furadeira com o de uma bateria sobressalente que o proprietário guardava no caminhão. O suspeito foi levado para a cadeia com fiança fixada em US$ 15 mil.

Fonte: G1

O roubo, caros amigos, de início bem sucedido, acabou, neste caso, saíndo mais caro que a encomenda…  

Henrique Oliveira

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“Boicote” político

Flores na sede da google china

Muita gente deve ter visto nos últimos noticiários que o governo chinês, depois de acirradas discussões, conseguiu desativar parte importante dos serviços do site Google no país. Na segunda-feira, a gigante da internet, oficialmente, desativou seu principal site em chinês e começou a redirecionar as buscas para outro site em Hong Kong.

A empresa já vinha travando uma guerra com o partido comunista chinês.  E o embate, que já durava cerca de dois meses, culminou com a posição do Google em não aceitar a auto-censura exigida pelo governo do país. Uma vez que o site teria que determinar sérias restrições aos usuários domésticos do site e da Internet.

A medida enfureceu parte da opinião pública chinesa que, indignada, realizou uma série de protestos contra a “morte” do maior site de buscas no país: flores foram colocadas em frente à sede da empresa em Pequim (veja a foto acima) e muitos críticos se posicionaram contra a decisão… No entanto, além dos protestos, a coisa parece ter adentrado em um terreno um pouco mais “espinhoso”.  

Nesta quarta-feira, um jornal do Partido Comunista Chinês veio a público para acusar o Google de ajudar na ação de espiões dos Estados Unidos. O jornal intitulado “o diário do povo” veementemente  afirmou que a censura chinesa sobre a empresa nada mais é do que uma “representação” dos esforços de Pequim para desenvolver o “crescimento tecnológico interno” no país. E que, para o jornal (que, inclusive, é a maior publicação do partido comunista), a disputa sobre esta questão do Google nada mais é do que uma tentativa inaceitável de desafiar a autoridade do governo:

“Para o povo chinês, o Google não é deus, e mesmo que faça todo um espetáculo sobre políticas e valores, ainda não é deus. […] Na verdade, o Google não é virgem quando se trata de valores. Sua cooperação e conivência com a inteligência dos Estados Unidos e agências de segurança é bem conhecida", disse o jornal.

Fonte: Uol tecnologia

Em outras palavras, a saída do Google da China foi, eminentemente, uma decisão de cunho político. A antiga veia comunista e autoritária do governo chinês absurdamente falou mais alto nesta questão.

Cabe lembrar que censura e Internet nunca combinaram, e que tudo isso é mais um exemplo de que o autoritarismo só traz prejuízos a um povo. Afinal, o acesso irrestrito á informação é um direito humano que deve ser respeitado em sua primazia…

 Henrique Oliveira

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Exagero ou justiça?


etica-trabalho

O comportamento ético no ambiente de trabalho é um requisito para qualquer funcionário, de qualquer empresa que queira oferecer um serviço de qualidade e sólido no mercado. Boa parte dessa “postura ética”, tão prezada nas empresas, vem das atitudes diárias dos funcionários. Ser cortês, justo e honesto nas diversas relações profissionais faz, invariavelmente, com que um funcionário seja bem quisto no local de trabalho. E a empresa, por sua vez, vê com muito maior satisfação o trabalho desenvolvido...
Está certo que as relações de trabalho muitas vezes são desgastantes, envolvem clima competitivo e prazos apertados - circunstâncias que, vez ou outra, provocam explosões. Mas cabe à empresa criar estratégias para detectar e evitar que elas se repitam, como canais específicos para que os funcionários comuniquem o problema. Em nome da transparência, a Schering do Brasil lançou em 2003 um código de conduta. Lá, se a pessoa não se sentir à vontade para conversar com o superior imediato do assediador, recorre ao comitê de ética, que tem representantes de vários setores da empresa e autonomia para encaminhar a questão. A existência de uma instância neutra que acolha a denúncia é um ponto importante. Outro é a apuração imparcial - sem punir o reclamante e escolhendo a solução mais adequada para quem assedia. "Às vezes, o chefe necessita apenas de um treinamento mais cuidadoso", explica Levy. "O pior é quando o assédio ocorre em empresas pequenas e parte do dono. Nesse caso, a saída é procurar outro emprego ou partir para a Justiça", diz o consultor Gutemberg de Macedo.
Fonte: Cláudia
Ou seja, é de suma importância que funcionários e empresa estejam sempre vigilantes no âmbito das ações do seu dia-a-dia. Uma vez que, este fator será crucial no seu bom relacionamento com as pessoas que necessitam dos serviços e/ou produtos oferecidos e, no final das contas, são quem pagam o salário de todos.
 
No entanto, muitas vezes o rigor na punição de atos considerados “antiéticos” no ambiente de trabalho parecem romper a fronteira da coerência e adentrar em verdadeiros exageros. Em outras palavras, muitas vezes as corporações aparentam punir com excessivo rigor alguns atos dos funcionários. Foi, por exemplo, o que aconteceu com o  funcionário de um call center no reino unido. Ele foi punido por comer um pacote de biscoitos de uma colega
Michael Campbell achou que não faria mal avançar no pacote de biscoitos que pertencia à colega Pamela Harrison. Furiosa ao descobrir que os biscoitos haviam sumido, ela checou a gravação e chegou ao culpado – que ela acusou de roubo e por isso foi preso. No início, Campbell negou a acusação, mas diante do juiz acabou confessando sua culpa, dizendo que havia pensado que os biscoitos eram para consumo de toda a equipe do escritório.Através de seu advogado, Pamela Harrison disse que ficou decepcionada ao perceber que um colega de trabalho havia invadido seu espaço pessoal para tirar itens que, embora de pouco valor, a fizeram se sentir insegura.
Apesar de a sanção pelo “furto” parecer justa para alguns, creio que este tipo de punição beira muito ao exagero. É claro que ter uma conduta ética no ambiente de trabalho requer uma vigilância constante, até nos menores atos. Mas, daí a prender uma pessoa por ter comido um pacote de biscoitos vai uma grande distância. Afinal, com uma boa conversa os companheiros de trabalho poderiam ter resolvido o problema sem tanto estardalhaço.

Creio que nesse ponto o que se quis justiça, nada mais foi do que uma ação exagerada…

E vocês, leitores, o que acham?

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Deputados batem boca no Twitter

Truculência, ameaças, insultos, acusações… Por que, volta e meia, nos cenários políticos brasileiros, vemos estes absurdos se repetindo? Será que a nossa velha classe governante não aprendeu, depois de tantos anos no poder, a se controlar; a adotar um tom mais respeitoso e compatível com o cargo que ocupam?

Bem, na Bahia, desde os idos do antigo ACM, é na “força” que se costuma resolver  pendências políticas. É demonstrando poder e, principalmente, influência econômica e eleitoreira que se mantêm os críticos caladinhos, sem reclamar. E não é só aqui: foi com ameaças que, recentemente, vimos o Collor e o Renan Calheiros dando um “chega pra lá” no conhecido senador  Pedro Simon (não viu, não lembra? Clique aqui), e hoje, foi com ofensas que a Bahia assistiu estupefata um de seus deputados federais trocar farpas com um “inimigo” via twitter.

O deputado e presidente do Esporte Clube Bahia, Marcelo Guimarães (PMDB), respondeu violentamente a um comentário feito pelo deputado estadual João Bacelar (PTN). Bacelar enviou aos seus contatos no Twitter a expressão “fora @marceloguima” como uma espécie de “protesto” contra Guimarães. Logo depois, o deputado peemedebista respondeu:

twitter-marcelo-guima

  João Bacelar responde:

Joao barcelar twitter

O bate boca entre os deputados ganhou destaque na mídia local e, com certeza, é mais um exemplo daquele velho estilo “brazuca” de se fazer política: o estilo onde impera o “não fale de mim se não eu posso falar de você”. O exemplo do acesso de fúria do Fernando Collor e, agora, essa discussão entre os deputados baianos, demonstram que muita coisa ainda reside por debaixo das cortinas dos cenários políticos. Coisas que o povo, iludido com as migalhas que lhes sobram, sequer desconfia que aconteçam. Mas que, sem dúvida, fazem parte da podridão dessa verdadeira “caixa de pandora” em que se transformaram os nossos governos… 

Será que iremos continuar assim?

Henrique Oliveira

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De maracutaia em maracutaia...

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A todo instante, seja nos noticiários ou  nas conversas cotidianas, o povo brasileiro se  depara com a total falta controle na política do país. Nossos representantes não cansam de, das mais diversas formas, nos demonstrar o quanto o  dinheiro público está servindo para financiar a “boa vida” de marajás e agregados.

Hoje mesmo, foi denunciado pelo jornal Folha de São Paulo que o governo federal tem sérias suspeitas de que, nada mais nada menos, 164 mil servidores dos 12 estados e do Distrito Federal estejam acumulando cargos de maneira ilegal. Segundo a reportagem:

As suspeitas surgiram a partir de um levantamento inédito feito com o cruzamento da base de dados da União com os cadastros dos governos locais, e a regularização dos casos pode gerar uma economia de R$ 1,7 bilhão por ano. […] Em 53.793 casos, os servidores ocupavam mais de dois cargos. Outros 47.360, embora estivessem em regime de dedicação exclusiva, também respondiam por outra função no serviço público. Também foram encontrados 36.113 servidores que acumulavam cargos fora das situações autorizadas pela Constituição.
O levantamento ainda apontou a existência de 17 servidores com cinco vínculos no funcionalismo, outros 252 com quatro cargos e 3.800 funcionários que estavam aposentados por invalidez em um órgão, mas em atividade em outro.Houve também a descoberta de 341 servidores ativos, aposentados e afastados em determinado órgão, que eram instituidores de pensão em outra repartição. Ou seja, já teriam morrido, gerando o benefício de pensão para a família.

Mais uma vez o incomode-se usa o seu espaço para afirmar: existe uma total falta de respeito pelo poder do povo em nossa política. E isso se dá porque esse poder, no nosso país, ainda está adormecido. Uma notícia como essa, por si só, já deveria servir como combustível para que nós, cidadãos, reagíssemos, fossemos ás ruas clamar por mais transparência e responsabilidade nas gestões públicas.

Porém, a cada dia, o que acontece é damos mostras de dormência, de inação! Desse jeito, seja de que grupo for, as raposas sempre prevalecerão. E, de maracutaia em maracutaia...

Henrique Oliveira

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Faça o seu próprio netbook

netbook

Todo mundo que gosta de informática sempre teve vontade (mesmo que pequena) de construir sua própria máquina. Em casa mesmo, quantas pessoas não desmontaram aquele velho PC, que estava há anos no porão, em busca de “desvendar” os “misteriosos” artifícios da engenharia dos computadores? Quantos não fuçaram aquele velho aparelho que ninguém mais lembrava que existia?

O fato é que muitos de nós queríamos saber montar e desmontar uma série de equipamentos que nos são úteis no dia-a-dia.

Pois bem, com uma nova invenção chinesa (sempre eles) vai ser muito mais fácil e barato montar uma máquina que está cada vez mais presente em nossas vidas: o netbook. Segundo notícia divulgada no Portal Terra:

Empresas como a Guo Bang estão oferecendo kits que permitem que pequenos integradores criem seus próprios netbooks com o mínimo de esforço. Um destes kits, o S30, inclui chassis, monitor LCD widescreen de 10 polegadas, placa-mãe com processador Atom e sistema de refrigeração. O integrador só precisa adicionar memória, um disco rígido e adesivos com a sua marca para ter um netbook genérico prontinho para a vitrine, por um preço estimado em cerca de US$ 200. [...] Infelizmente os kits não estão disponíveis para o consumidor final, e a corrida pelo menor preço exclui tecnologias como a plataforma NVIDIA Ion ou aceleradoras para a reprodução de vídeo, que aumentam o desempenho das máquinas.

Para quem está em dúvida, os Netbooks são máquinas feitas para, principalmente, conectar o usuário à Internet. Por isso mesmo, eles não foram feitos para desbancar os famosos notebooks, que são computadores completos e possuem por finalidade serem sistemas portáteis multitarefa robustos e com alto poder de processamento. O notebook é dotado de placas de vídeo e hardware mais potentes: capazes de visualizar vídeos, e outros arquivos pesados e de trabalho (como documentos, planilhas, programas específicos). Já os netbooks são aparelhos de baixo custo, altamente portáteis, e projetados para realizar uma tarefa simples por vez....

Mesmo sendo mais simples, a possibilidade de se poder comprar um kit para a montagem rápida de um netbook reacende aquele nosso velho “instinto”: o instinto de  sermos, nós mesmos, os produtores da nossa própria tecnologia (ou, pelo menos, de parte dela).

Resta saber, caro leitor, se esse avanço significará que estaremos, no futuro, caminhando para uma cultura tão informatizada que, nós mesmos, montaremos as nossas próprias máquinas. Afinal, com certeza, mais barato vai ficar…

Henrique Oliveira

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O problema da hidropirataria

Rio amazonas

Ontem, assistindo aos noticiários da TV, me deparei  com uma prática que, até então, não sabia que estava sendo tão praticada no  nosso país. Trata-se da hidorpirataria. o nome meio complicado serve para designar o ato de se roubar (roubar mesmo) águas de um determinado local para vender em  outro – uma espécie de “comércio ilegal de águas”. 

O nome hidropirataria foi dado pela imprensa e caracteriza um problema real no país. Literalmente, nós estamos tendo as águas dos rios amazônicos sendo contrabandeadas, pirateadas mesmo! No entanto, a falta de denúncias formais (pelo menos é isso que as autoridades alegam) impede  uma ação mais incisiva a Agência Nacional de Águas (ANA).

A diretoria da ANA, responsável pela fiscalização dos recursos hídricos, sabe da hidropirataria. Até a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) conhece o assunto.  Um relatório secreto da maçonaria também denuncia o roubo da água da Amazônia, que ocorre na foz do rio Amazonas, na altura do Amapá.

Fonte: nadiatimm

Como se não bastassem as queimadas e  os desmatamentos que destroem a floresta amazônica, agora estão roubando as águas dos rios da nossa maior riqueza florestal. Isso é até previsível se pensarmos que, em países do oriente médio, por exemplo, se compra água a peso de ouro. E não são  todos os países  que tem a “sorte” de ter rios caudalosos com água de extrema  qualidade, como são os rios  da Amazônia.

Não faz muito tempo que algumas entidades denunciaram o roubo da nossas águas. Segundo diversas autoridades, navios que descarregavam suas mercadorias em portos amazônicos voltavam aos seus países de origem cheios de água para vender. E o negócio é lucrativo:

A captação de água seria feita por petroleiros no rio Amazonas. A foz do rio, o maior do mundo, tem 320 quilômetros de extensão, na costa do Amapá, despejando no Oceano Atlântico pelo menos 200 mil metros cúbicos de água por segundo. Na foz, a profundidade média é em torno de 50 metros, o que suporta o trânsito de grandes cargueiros. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. […] Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água, mesmo no estado bruto, representa uma grande economia. O custo por litro tratado é muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas, além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas dos rios europeus.

Fonte: Nadiatimm

Cabe lembrar, no entanto, que, por lei, o Brasil teria que defender a posse de suas águas, que são tratadas como “bens da União” no artigo 20º da nossa Constituição. Porém, o que vemos, mais uma vez, é uma total falta de controle. Precisamos lembrar que a Amazônia é a maior reserva de água doce do planeta e que isso, não nos enganemos, é  uma riqueza imensurável  para muita gente.

Não podemos permitir que nossa água seja roubada aqui, para atender interesses econômicos de empresas estrangeiras lá fora. É parecido com a  biopirataria: não dá para conceber que outros países desfrutem das nossas riquezas naturais antes de nós. Afinal,  nossa soberania não pode ser apenas uma palavra bonita para discursos políticos…

Henrique Oliveira

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Os sambas de Mussum

mussum

Qualquer brasileiro que tenha vivido, mesmo que rapidamente, a década de 1980, se lembra com muita vivacidade da figura do comediante Mussum. Conhecido por encarnar com maestria o personagem boêmio e falastrão da série “Os trapalhões”, Antônio Carlos Bernardes Gomes (esse era o nome verdadeiro dele), nasceu no Rio de Janeiro em 7 de abril de 1941 e, realmente, se tornou um ícone da irreverência brasileira. E digo isso não só porque ele era um talentosíssimo comediante. Mas, também e, talvez, principalmente porque ele representava muito bem toda uma geração carioca e brasileira ligada á figura do boêmio, da irreverencia e, claro, do samba.

Sim. O conhecido trapalhão era uma sambista de mão cheia na vida real. Foi líder durante muito tempo de um competente grupo de samba e, junto com estes amigos, compôs e cantou  ótimas músicas.

A geração que tem Mussum como o engraçado cachaceiro do quarteto Trapalhões talvez não conheça o lado cantor do humorista. Sambista de primeira, liderou o grupo Os Originais do Samba nos anos 60 e 70, e mais tarde partiu em carreira solo, que rendeu discos como este auto-intitulado álbum de 1980. Com direito a coro infantil e participação dos colegas de trupe na faixa de abertura “Descobrimento do Brasil”, é um disco de samba redondo, daqueles que animam qualquer churrasco espirituoso, com momentos divertidos como “A vizinha” e a piada de funeral “O saudoso”. Mas Mussum também tinha seus momentos ternos, como na bela “Um amor em cada coração”, de Vinícius de Moraes e Baden Powell, cantada em dueto com Márcia e a emocionante “Terra de Jô”, mistura de cantigas infantis cantada com o coral de crianças.

Fonte: G1

Na verdade, ao assistir os episódios dos trapalhões, creio que o público, no fundo, já soubesse da veia sambista do Mussum. Porém, poucos tiveram a oportunidade de apreciar as boas músicas cantadas pelo nosso inesquecível “cachaceris”.

Pensando nisso, o Incomode-se resolveu resgatar um pouco desse “outro lado” do saudoso humorista. Abaixo, nosso leitor vai poder acompanhar uma amostra da atuação musical que transformou o personagem Mussum num nome respeitado dentre os apreciadores de um bom samba. Vejam:

 
 
 

Mussum morreu no dia 29 de julho de 1994 vítima do alcoolismo que tanto cantou em suas músicas. No entanto, até hoje, é reconhecido com um dos maiores humoristas da história do nosso país…

Henrique Oliveira

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Concurso inusitado

A criatividade humana é mesmo sem limites: hoje, ao navegar pela internet, me deparei com um concurso deveras inusitado vem que vem chamando a atenção nos Estados Unidos. Trata-se de uma disputa para escolher a melhor escultura feita com fita adesiva. Isso mesmo. Os artistas serão avaliados pela sua habilidade e inventividade na hora de trabalhar com o material, antes visto por nós como mero utensílio de uso doméstico…

Segundo notícia publicada pelo Portal Terra:

Mais de 75 esculturas foram submetidas e diferentes formas foram criadas, como uma bateria completa, um capacete romano e uma água-viva. […] Somente americanos com idade acima de 16 anos puderam inscrever suas obras. O vencedor do concurso deverá ser anunciado no dia 30 de abril. O Scotch Off the Roll Tape Sculpture Contest [nome do concurso] foi criado e organizado pela empresa 3M.

Vejam as fotos:

esculturas_fita_1 A água-viva é uma das esculturas que mais chamam a atenção - Crédito: Terra

esculturas_fita_2 Aqui vemos um carteiro… Crédito: Terra

esculturas_fita_3Uma bateria completa também foi criada - Crédito: Terra

esculturas_fita_4 O capacete romano também impressiona - Crédito: Terra

É claro que por detrás dessa criativa ideia, está a vontade da empresa 3M de promover o seu produto. Porém, não vai ser por isso que nós vamos deixar de apreciar o trabalho dos jovens artistas, que, no mínimo, é muito interessante.

O vencedor do concurso vai embolsar um prêmio de 5.000 dólares… Bom, não?

Henrique Oliveira

* Quer ver mais imagens? então visite o sitye oficial do concurso. Clique aqui.

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Computadores Zumbis: previna-se

computador_zumbi

Com o avanço e o incremento da Internet, cresceram, também, as  artimanhas dos hackers – bandidos virtuais. Várias são as formas desses criminosos agirem: utilizando alto conhecimento em informática, muitas vezes eles camuflam sua existência para, em grande parte dos casos, impunemente,  invadir sistemas e contas pessoais de outras pessoas e praticar as mais ardilosas fraudes…

Uma das formas de atuação  dos hackers que mais vem chamando a atenção nos últimos tempos é a utilização dos chamados “computadores zumbis” (não discutiremos aqui a adequação da nomenclatura…):

Computador zumbi é um termo empregado para classificar computadores utilizados para envio de spam e ataque a sites, sem que o dono do computador saiba de tal atividade. Para que isso aconteça, o invasor precisa instalar um programa no computador-alvo, normalmente através de e-mails, redes ponto-a-ponto (peer-to-peer), ou mesmo através de sites com links onde o invasor disfarça o programa para que o usuário não saiba de que se trata. Após a instalação do programa, o invasor passa a utilizar esse computador (juntamente com todos os outros computadores infectados) para enviar e-mails em série (spam) com diversas finalidades, ou mesmo para atacar sites, com intuito de criar danos ao site ou deixá-lo lento.

Fonte: Wikipédia

Os computadores zumbis são mais comuns do que a gente pensa! Muita gente aqui já deve ter passado pela insuportável situação de ter seu nome vinculado a atitudes virtuais  que não praticaram. Muitas vezes, as vítimas, sequer, sabem que os piratas da Web estão usando seu computador e seus dados para difundir pragas pela rede. Muitas vezes nos surpreendemos ao pegar e-mails com mensagens bastante genéricas (do tipo, “olha só este vídeo que fiz de você”…), supostamente nossos e que estão circulando entre os nossos contatos, mas que, obviamente, não foram redigidos por nós.

A situação costuma a irritar bastante a vítima. Porque ela simplesmente não sabe o que está acontecendo e, muito menos, como deve proceder para cessar aquele incomodo.

O usuário geralmente permanece desavisado de que sua máquina foi "seqüestrada" - afinal, ainda é possível usá-la, embora ela fique consideravelmente mais lenta. À medida que seu computador começa ou a enviar quantidades massivas de spam ou a atacar sites, ele se torna ponto principal de qualquer investigação envolvendo as atividades suspeitas do seu computador. O usuário pode descobrir que seu provedor de Internet cancelou sua conta, ou até que ele está sob investigação por atividades criminosas. Por outro lado, o hacker nem liga para a perda de um de seus zumbis, porque ele tem mais. Às vezes, ele tem muitos mais - uma investigação descobriu que um único computador de um hacker controlava uma rede de mais de 1,5 milhão de computadores (fonte: TechWeb).

Citação: How stuff Works

Mas, como se resguardar contra esse ataque? A resposta é muito simples, apesar de não ser fácil de se praticar: e preciso prevenção constante. O usuário não deve confiar somente nos seu antivírus e sair abrindo tudo o que lhe dá na telha. Além de ter o aplicativo de segurança sempre atualizado, o Internauta terá que ter instalados na máquina rastreadores de de spywares para monitorá-lo nas suas andanças pela rede. Além de proteger sua rede doméstica com um bom firewall.

É preciso, da mesma forma, cuidado redobrando com as senhas. Elas devem ser difíceis de se adivinhar e, nunca, devem  estar salvas no próprio computador (use sua memória, ela ainda funciona. =].). Não use a mesma senha para todas as aplicações da Web e, caso você já tenha sido infectado, infelizmente,terá que formatar a máquina e trocar todas as  senhas (rodar antivírus também pode funcionar para barrar a ação do hacker)…

Enfim, é preciso que nos armemos contra estas pragas virtuais. E, quanto maior a prevenção, melhor. Nunca devemos nos esquecer de que os hackers sempre, sempre mesmo, estarão prontos  a atacar e que seu computador pode  ser o próximo alvo. Atualmente redes enormes de computadores zumbis tem sido desativadas (leia, por exemplo, esta matéria, que informa a recente  desativação de uma  rede de 800 mil computadores infectados na Espanha), o que demonstra que a atividade, mais do que nunca,  está em alta…

Henrique Oliveira

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