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Violência contra o idoso

Olhar idoso

Bem, sabemos que os idosos são vítimas de uma série de atos de violência, desrespeito, humilhações, dentre outras barbaridades... Alguns centros de saúde se especializam no cuidado ao idoso, proporcionando segurança e bem-estar para eles.

Pesquisadores da FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) publicaram recentemente que o abuso financeiro, psicológico e o abandono da família, são as formas de violência mais citadas pelos idosos nos Centros Integrados de Atenção e Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa (Ciapi), segundo pesquisa avaliativa realizada pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/*ENSP/Fiocruz).

O coordenador geral dos Direitos do Idoso da SEDH (Secretaria Especial dos Direitos Humanos), Roberto Loyola, reconhece a importância dos Centros Integrados de Atenção e Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa, pois, para ele, “se trata de um espaço importante de denúncia de maus-tratos e acolhimento”. "É difícil um idoso ir até uma delegacia para, muitas vezes, denunciar um filho ou um membro da família. No Centro, por intermédio de uma equipe multidisciplinar, há um trabalho com o indivíduo e ele é ouvido", comentou o pesquisador.

Os dados preliminares do estudo foram apresentados no seminário de Avaliação da Atenção à Violência contra a Pessoa Idosa (AACPI), realizado pelo Claves e pela SEDH da Presidência da República em maio. O evento reuniu os coordenadores dos 18 centros do país que discutiram a pesquisa e elaborararam o relatório final com base nos dados.

Como sabemos, existe uma rede de proteção ao idoso, acredito nas redes organizacionais, nas ONGs, mas falta à principal rede, a rede da consciência destas pessoas que praticam um ato tão covarde!

*Escola Nacional de Saúde Pública.

Mais informações:

http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/index.php?origem=2&matid=21547

Ricardo Durães

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Ao sol…

SOL

Ao olharmos da terra para o sol, pouco podemos perceber a grandeza e o poder da estrela que nos dá vida aquecendo o planeta. Além de crucial para a sobrevivência humana, o sol, visto um pouco mais de perto, é belíssimo.

É extamente essa beleza que está sendo revelada pela sonda chamada de “Observatório de Dinâmica Solar” (SDO). A nave foi enviada pela Nasa para pesquisar e entender um pouco melhor as aitividades solares. E os primeiros resultados foram bem satisfatórios: imagens de explosões gigantescas e grandes arcos de gases já foram enviadas á Agência espacial norte-americana e divulgadas em todo o mundo.

A alta resolução das imagens enviadas pela sonda deve ajudar os cientistas a compreender a atividade solar e o impacto desta atividade na Terra. O SDO foi lançado do Cabo Canaveral em fevereiro de 2010, custou US$ 800 milhões e deve operar até pelo menos os próximos cinco anos. Os pesquisadores esperam que, com este prazo de funcionamento da sonda, eles consigam prever o comportamento do Sol da mesma forma que meteorologistas conseguem prever o clima da Terra.

Fonte: BBC Brasil 

A pesquisa é mais que justificável, uma vez que as atividades solares tem profundo impacto na vida do nosso planeta. Podendo interferir em sistemas de comunicação e na própria saúde da população.

As imagens enviadas, então, devem ser o pontapé inicial para uma série de conclusões que ainda são esperadas para esse esforço científico. Afinal, a sonda SDO consegue imagens muito boas do Sol com uma resolução dez vezes maior que a de uma câmera de alta resolução comum.Em outras palavras, as imagens são de altíssima qualidade e revelam detalhes da superfície solar e da sua atmosfera…

 

Henrique Oliveira

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Apocalypse now em game?

Apocalypse Now

Tido como uma dos melhores filmes de guerra do cinema americano e, para muitos (inclusive para mim), a melhor releitura da guerra do Vietnã, o filme Apocalypse Now (1979) do diretor Francis Ford Coppola parece estar prestes a virar um game.

A empresa responsável pela conversão seria a Killspace Entertainment, que, segundo alguns especialistas, já está trabalhando duro no novo projeto. Apesar de a empresa não ter confirmado nada ainda, as evidências já parecem suficientes para acreditarmos que personagens marcantes, como tenente-coronel transloucado Bill Kilgore (vivido por Robert Durval) ou o coronel Lucas (Harrison Ford), irão sair das telas de cinema para entreter um público que não para de crescer em todo o mundo: o dos viciados em jogos de computador.

Segundo a revista Wired, por meio do seu site e da divulgagação da Folha on line, o registro de um domínio reforçaria os rumores de que o game estaria sendo preparado…

O fãs do filme e também os apaixonados por games, com certeza esperarão anciosos pela novidade. Mas, será que vai mesmo sair?

Henrique Oliveira

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Mais uma vez, a natureza em fúria

Como se não bastassem as chuvas que assolaram o Rio de Janeiro desde a madrugada desta última terça-feira, hoje, quinta-feira, os mares cariocas “resolveram” também se revoltar. Numa impressionante ressaca, as águas das belas praias do Rio protagonizaram cenas que mesclaram beleza, força e medo. Vejam – as imagens são dos fotógrafos Júlio César Guimarães (UOL) e Vanderlei Almeida (AFP) e estão publicadas no UOL notícias: 

ressaca 3 Depois das fortes chuvas foi a vez do mar mostra a sua força.

ressaca 4 Ondas colidem violentamente sobre as pedras

ressaca 5  Diversão adiada: família assiste à ressaca

ressaca 6 Ondas gigantes se formaram

ressaca 7

A água invadiu ciclovias e ruas

Mais, uma vez a natureza comprova que a sua força e extremamente mais potente do que o nossos caprichos. Desastres como os provocados pelas fortes chuvas dessa semana na capital fluminense, e também essa forte ressaca, nos comprava que, mais do que nunca precisamos nos planejar para uma época em que o planeta está mudando.

Não dá mais para tolerar que os governos permitam o crescimento desordenado das cidades. A selva de concreto não pode se sobrepor irresponsavelmente a toda uma “camada” natural que, antes, nos protegia. É preciso, antes de tudo, bom censo, para que não continuemos a ver nossa população sucumbindo diante da nossa própria ignorância…

Henrique Oliveira

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Experimentos com animais, você concorda?

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Acho que várias pessoas já imaginaram o porquê de os cientistas usarem animais como cobaias para estudos em prol do entendimento de uma determinada patologia (doença). O uso experimental de cobaias em procedimentos científicos serve, em suma, para o auxílio na compreensão de como uma patologia está agindo no corpo ou, até, para aprofundar os conhecimentos sobre uma dada doença.

Sei que existem muitas pessoas contra o uso de animais (na maioria camundongos e coelhos) em tais procedimentos. Porém o que pouca gente sabe, é que existe um código ético rigoroso que determina normas para o uso de animais em laboratório, uma vez que, sem este código de ética, seria ilegal (pelo menos em tese) a realização de experimentos com animais – este código de ética é, na maioria dos casos, interno, ou seja, institucional.

Tempos atrás era proibido o uso de animais para a realização de experimentos científicos, sob normas de proteção ao animal (Decreto 24.645, de 10 de julho de 1934), esta situação permaneceu, mesmo após a promulgação da Lei 6.638, de 8 de maio de 1979, que veio estabelecer normas para a prática da vivissecção, que é, por definição, o nome que se dá aos procedimentos invasivos em um organismo vivo.

A lei que 6.638, citada acima, estabelece em seu artigo 3° que a prática da vivissecção não será permitida em alguns casos específicos. São eles:

I – quando o experimento for iniciado sem o emprego de anestesia;

II – Quando for feito em centros de pesquisas e estudos não registrados em órgãos competentes;

III – quando realizada sem a supervisão de técnico especializado;

IV – quando utilizar animais que não tenham permanecido mais de 15 dias em biotérios (lugares onde ficam os animais recebendo alimentação e morada adequada) legalmente autorizados;

V – quando realizada em estabelecimentos de ensino de primeiro e segundo graus e em quaisquer locais freqüentados por menores de idade.”

Lembrando que também existe Lei para o crime de abuso para experimentação animal

Em desfecho, é evidente, caro leitor, que a cura de várias doenças foi e ainda será encontrada por conta da vivissecção/experimentação animal. Por exemplo, na minha área de atuação, evito ao máximo o uso de camundongos, tento simular estes dados com outras fontes biológicas. Porém, em alguns experimentos, para que se obtenha uma maior validade científica é de extrema necessidade um ensaio invasivo in vivo.

E então, leitor, o que você acha?

Ricardo Durães

Mais fontes: http://www.apascs.org.br/academicos2.php

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Exagero ou justiça?


etica-trabalho

O comportamento ético no ambiente de trabalho é um requisito para qualquer funcionário, de qualquer empresa que queira oferecer um serviço de qualidade e sólido no mercado. Boa parte dessa “postura ética”, tão prezada nas empresas, vem das atitudes diárias dos funcionários. Ser cortês, justo e honesto nas diversas relações profissionais faz, invariavelmente, com que um funcionário seja bem quisto no local de trabalho. E a empresa, por sua vez, vê com muito maior satisfação o trabalho desenvolvido...
Está certo que as relações de trabalho muitas vezes são desgastantes, envolvem clima competitivo e prazos apertados - circunstâncias que, vez ou outra, provocam explosões. Mas cabe à empresa criar estratégias para detectar e evitar que elas se repitam, como canais específicos para que os funcionários comuniquem o problema. Em nome da transparência, a Schering do Brasil lançou em 2003 um código de conduta. Lá, se a pessoa não se sentir à vontade para conversar com o superior imediato do assediador, recorre ao comitê de ética, que tem representantes de vários setores da empresa e autonomia para encaminhar a questão. A existência de uma instância neutra que acolha a denúncia é um ponto importante. Outro é a apuração imparcial - sem punir o reclamante e escolhendo a solução mais adequada para quem assedia. "Às vezes, o chefe necessita apenas de um treinamento mais cuidadoso", explica Levy. "O pior é quando o assédio ocorre em empresas pequenas e parte do dono. Nesse caso, a saída é procurar outro emprego ou partir para a Justiça", diz o consultor Gutemberg de Macedo.
Fonte: Cláudia
Ou seja, é de suma importância que funcionários e empresa estejam sempre vigilantes no âmbito das ações do seu dia-a-dia. Uma vez que, este fator será crucial no seu bom relacionamento com as pessoas que necessitam dos serviços e/ou produtos oferecidos e, no final das contas, são quem pagam o salário de todos.
 
No entanto, muitas vezes o rigor na punição de atos considerados “antiéticos” no ambiente de trabalho parecem romper a fronteira da coerência e adentrar em verdadeiros exageros. Em outras palavras, muitas vezes as corporações aparentam punir com excessivo rigor alguns atos dos funcionários. Foi, por exemplo, o que aconteceu com o  funcionário de um call center no reino unido. Ele foi punido por comer um pacote de biscoitos de uma colega
Michael Campbell achou que não faria mal avançar no pacote de biscoitos que pertencia à colega Pamela Harrison. Furiosa ao descobrir que os biscoitos haviam sumido, ela checou a gravação e chegou ao culpado – que ela acusou de roubo e por isso foi preso. No início, Campbell negou a acusação, mas diante do juiz acabou confessando sua culpa, dizendo que havia pensado que os biscoitos eram para consumo de toda a equipe do escritório.Através de seu advogado, Pamela Harrison disse que ficou decepcionada ao perceber que um colega de trabalho havia invadido seu espaço pessoal para tirar itens que, embora de pouco valor, a fizeram se sentir insegura.
Apesar de a sanção pelo “furto” parecer justa para alguns, creio que este tipo de punição beira muito ao exagero. É claro que ter uma conduta ética no ambiente de trabalho requer uma vigilância constante, até nos menores atos. Mas, daí a prender uma pessoa por ter comido um pacote de biscoitos vai uma grande distância. Afinal, com uma boa conversa os companheiros de trabalho poderiam ter resolvido o problema sem tanto estardalhaço.

Creio que nesse ponto o que se quis justiça, nada mais foi do que uma ação exagerada…

E vocês, leitores, o que acham?

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O problema da hidropirataria

Rio amazonas

Ontem, assistindo aos noticiários da TV, me deparei  com uma prática que, até então, não sabia que estava sendo tão praticada no  nosso país. Trata-se da hidorpirataria. o nome meio complicado serve para designar o ato de se roubar (roubar mesmo) águas de um determinado local para vender em  outro – uma espécie de “comércio ilegal de águas”. 

O nome hidropirataria foi dado pela imprensa e caracteriza um problema real no país. Literalmente, nós estamos tendo as águas dos rios amazônicos sendo contrabandeadas, pirateadas mesmo! No entanto, a falta de denúncias formais (pelo menos é isso que as autoridades alegam) impede  uma ação mais incisiva a Agência Nacional de Águas (ANA).

A diretoria da ANA, responsável pela fiscalização dos recursos hídricos, sabe da hidropirataria. Até a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) conhece o assunto.  Um relatório secreto da maçonaria também denuncia o roubo da água da Amazônia, que ocorre na foz do rio Amazonas, na altura do Amapá.

Fonte: nadiatimm

Como se não bastassem as queimadas e  os desmatamentos que destroem a floresta amazônica, agora estão roubando as águas dos rios da nossa maior riqueza florestal. Isso é até previsível se pensarmos que, em países do oriente médio, por exemplo, se compra água a peso de ouro. E não são  todos os países  que tem a “sorte” de ter rios caudalosos com água de extrema  qualidade, como são os rios  da Amazônia.

Não faz muito tempo que algumas entidades denunciaram o roubo da nossas águas. Segundo diversas autoridades, navios que descarregavam suas mercadorias em portos amazônicos voltavam aos seus países de origem cheios de água para vender. E o negócio é lucrativo:

A captação de água seria feita por petroleiros no rio Amazonas. A foz do rio, o maior do mundo, tem 320 quilômetros de extensão, na costa do Amapá, despejando no Oceano Atlântico pelo menos 200 mil metros cúbicos de água por segundo. Na foz, a profundidade média é em torno de 50 metros, o que suporta o trânsito de grandes cargueiros. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. […] Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água, mesmo no estado bruto, representa uma grande economia. O custo por litro tratado é muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas, além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas dos rios europeus.

Fonte: Nadiatimm

Cabe lembrar, no entanto, que, por lei, o Brasil teria que defender a posse de suas águas, que são tratadas como “bens da União” no artigo 20º da nossa Constituição. Porém, o que vemos, mais uma vez, é uma total falta de controle. Precisamos lembrar que a Amazônia é a maior reserva de água doce do planeta e que isso, não nos enganemos, é  uma riqueza imensurável  para muita gente.

Não podemos permitir que nossa água seja roubada aqui, para atender interesses econômicos de empresas estrangeiras lá fora. É parecido com a  biopirataria: não dá para conceber que outros países desfrutem das nossas riquezas naturais antes de nós. Afinal,  nossa soberania não pode ser apenas uma palavra bonita para discursos políticos…

Henrique Oliveira

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Os sambas de Mussum

mussum

Qualquer brasileiro que tenha vivido, mesmo que rapidamente, a década de 1980, se lembra com muita vivacidade da figura do comediante Mussum. Conhecido por encarnar com maestria o personagem boêmio e falastrão da série “Os trapalhões”, Antônio Carlos Bernardes Gomes (esse era o nome verdadeiro dele), nasceu no Rio de Janeiro em 7 de abril de 1941 e, realmente, se tornou um ícone da irreverência brasileira. E digo isso não só porque ele era um talentosíssimo comediante. Mas, também e, talvez, principalmente porque ele representava muito bem toda uma geração carioca e brasileira ligada á figura do boêmio, da irreverencia e, claro, do samba.

Sim. O conhecido trapalhão era uma sambista de mão cheia na vida real. Foi líder durante muito tempo de um competente grupo de samba e, junto com estes amigos, compôs e cantou  ótimas músicas.

A geração que tem Mussum como o engraçado cachaceiro do quarteto Trapalhões talvez não conheça o lado cantor do humorista. Sambista de primeira, liderou o grupo Os Originais do Samba nos anos 60 e 70, e mais tarde partiu em carreira solo, que rendeu discos como este auto-intitulado álbum de 1980. Com direito a coro infantil e participação dos colegas de trupe na faixa de abertura “Descobrimento do Brasil”, é um disco de samba redondo, daqueles que animam qualquer churrasco espirituoso, com momentos divertidos como “A vizinha” e a piada de funeral “O saudoso”. Mas Mussum também tinha seus momentos ternos, como na bela “Um amor em cada coração”, de Vinícius de Moraes e Baden Powell, cantada em dueto com Márcia e a emocionante “Terra de Jô”, mistura de cantigas infantis cantada com o coral de crianças.

Fonte: G1

Na verdade, ao assistir os episódios dos trapalhões, creio que o público, no fundo, já soubesse da veia sambista do Mussum. Porém, poucos tiveram a oportunidade de apreciar as boas músicas cantadas pelo nosso inesquecível “cachaceris”.

Pensando nisso, o Incomode-se resolveu resgatar um pouco desse “outro lado” do saudoso humorista. Abaixo, nosso leitor vai poder acompanhar uma amostra da atuação musical que transformou o personagem Mussum num nome respeitado dentre os apreciadores de um bom samba. Vejam:

 
 
 

Mussum morreu no dia 29 de julho de 1994 vítima do alcoolismo que tanto cantou em suas músicas. No entanto, até hoje, é reconhecido com um dos maiores humoristas da história do nosso país…

Henrique Oliveira

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Concurso inusitado

A criatividade humana é mesmo sem limites: hoje, ao navegar pela internet, me deparei com um concurso deveras inusitado vem que vem chamando a atenção nos Estados Unidos. Trata-se de uma disputa para escolher a melhor escultura feita com fita adesiva. Isso mesmo. Os artistas serão avaliados pela sua habilidade e inventividade na hora de trabalhar com o material, antes visto por nós como mero utensílio de uso doméstico…

Segundo notícia publicada pelo Portal Terra:

Mais de 75 esculturas foram submetidas e diferentes formas foram criadas, como uma bateria completa, um capacete romano e uma água-viva. […] Somente americanos com idade acima de 16 anos puderam inscrever suas obras. O vencedor do concurso deverá ser anunciado no dia 30 de abril. O Scotch Off the Roll Tape Sculpture Contest [nome do concurso] foi criado e organizado pela empresa 3M.

Vejam as fotos:

esculturas_fita_1 A água-viva é uma das esculturas que mais chamam a atenção - Crédito: Terra

esculturas_fita_2 Aqui vemos um carteiro… Crédito: Terra

esculturas_fita_3Uma bateria completa também foi criada - Crédito: Terra

esculturas_fita_4 O capacete romano também impressiona - Crédito: Terra

É claro que por detrás dessa criativa ideia, está a vontade da empresa 3M de promover o seu produto. Porém, não vai ser por isso que nós vamos deixar de apreciar o trabalho dos jovens artistas, que, no mínimo, é muito interessante.

O vencedor do concurso vai embolsar um prêmio de 5.000 dólares… Bom, não?

Henrique Oliveira

* Quer ver mais imagens? então visite o sitye oficial do concurso. Clique aqui.

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Chuva de sapos

Carataz magnolia-sapos

No filme Magnólia (1999), do diretor Paul Thomas Anderson  e estrelado pelo ator Tom Cruise, uma cena chama bastante a atenção no desenrolar das histórias dos personagens: num certo momento, durante uma passagem importante do enredo, começa a chover sapos. Isso mesmo, milhares de sapos caem do céu como se foessem gotas de água em uma tempestade, numa das cenas de cinema mais marcantes que eu já vi nos últimos tempos. Confiram:

Parece até uma criação surrealista de Luis Buñuel. Uma daquelas liberdades poéticas em que o autor se permite uma intensa “autonomia” na hora de trabalhar  com os símbolos conformadores daquilo que chamamos de real ou de imaginário. E, no filme, com certeza, é isso mesmo: o que vemos com essa “chuva de sapos” nada mais é do que uma cena  compositora da liberdade artística de uma obra, e não uma retratação de um fenômeno.

Porém, por mais incrível que possa parecer, as chuvas de rãs, sapos e outros pequenos animais existem! São bastante raras, mas existem. A informação, bastante curiosa, é do Portal Terra: 

A causa na verdade é bem singela. As fortes correntes ascendentes de ar que encontramos nos tornados ou nas tempestades de alta intensidade podem absorver ou empurrar para cima qualquer objeto ou animal que não tenha sido suficientemente precavido para procurar um refúgio. Por isto ninguém ouve falar em chuva de toupeiras ou coelhos, que procuram abrigo rapidamente em caso de tempestade. Uma vez empurrados para o núcleo da tempestade ou tornado, as correntes ascendentes os mantêm dentro das nuvens, sendo fustigados por fortes correntes de ar até que a tempestade perca intensidade. Aí então, tudo o que tinha sido absorvido pela tempestade cede ante a lei da gravidade e cai, criando uma verdadeira "chuva".

Quando estudamos as correntes de ar que se encontram dentro das tempestades vemos que não é tão estranho que isto aconteça, já que os ventos ascendentes podem chegar a 200 km/h, capazes de lançar para o alto qualquer objeto que tenha sido absorvido. Este fenômeno já matou vários praticantes de asa-delta que, por um excesso de confiança, voaram perto demais de um tornado e acabaram sendo empurrados até seu "cume", a mais de 11 mil metros de altura.

Fonte: Terra

Ou seja, a cena marcante do filme Magnólia, mesmo sendo uma criação da composição artística, representa sim um fenômeno real. Claro que, nos dois casos, devemos fazer as devidas diferenciações e, nunca, nunca mesmo, deixar que o fenômeno acabe com a  beleza da arte. Porém, fica a notícia, que é inegavelmente interessante.

Henrique  Oliveira

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Só instrução não basta

desemprego

Hoje em dia qualquer jovem que saia do segundo grau e ingresse numa faculdade, tem em mente a utópica futura consecução de um emprego digno e que conte com um salário a contento para suas necessidades. Para isso, esses jovens se entregam a sacrifícios muitas vezes homéricos para completar os estudos: enfrentam estágios sem qualquer acompanhamento ou, mesmo, atrelamento com a área de formação e que mais parecem um regime escravo; trabalham de dia e estudam á noite para custear as muitas despesas; moram, muitas vezes, em condições abaixo das necessárias para o seu bom desenvolvimento físico e intelectual, dentre outros absurdos. Quando finalmente se veem formados, esses jovens pensam: “ufa! Valeu a pena. Agora, pelo menos, eu tenho um rumo…”

O problema é que “na realidade a teoria é outra”. Muitos jovens no mundo inteiro, mesmo qualificados e aptos à trabalhar, têm sido preteridos nos processos empregatícios, e muitos são os exemplos disso. Hoje mesmo, ao ler um artigo na Folha de São Paulo, deparei-me com a triste notícia de que existem 7 milhões de jovens entre 15 e 24 anos que, por mais que se esforcem, não conseguem se firmar nos mercados de trabalho na América Latina. Em outras palavras, temos milhões de trabalhadores iniciantes que, mesmo se jogando ás garras do mercado, não atingem as expectativas que nutriram durante seu processo educacional. E isso, logicamente, acaba se tornando uma frustração e um problema. 

O emprego dos jovens é um desafio político, porque, quando essas expectativas são traduzidas em desânimo e frustração, se torna mais difícil a estabilidade de nossas sociedades e até mesmo a representatividade e a governabilidade democráticas. […] Além disso, existe o problema da relação com a vida profissional, pois, quando os jovens não têm oportunidade, dificilmente conseguem quebrar o ciclo de pobreza e trilhar uma trajetória de trabalho decente. Estaremos desperdiçando o talento e a capacidade produtiva necessária para alcançar o crescimento econômico.

Para piorar a situação, os jovens foram o grupo mais golpeado pela crise de emprego do ano passado. Indicadores compilados pela OIT [Organização Internacional do Trabalho] mostram que em 2009 a taxa de desemprego dos jovens aumentou mais do que a dos adultos, enquanto diminuiu a sua participação nos mercados de trabalho […]. Estima-se que mais de 600 mil jovens passaram a engrossar as fileiras dos desempregados devido à crise. Fonte: Folha de São Paulo 

Ou seja, os jovens estão mais desempregados do que os adultos. E essa discrepância é, de fato, preocupante. Afinal, a nossa estrutura social não pode sobreviver sem a renovação dos seus quadros de trabalho. Hoje em dia a entrada do jovem no mercado, pelo menos no Brasil, se dá muito por intermédio de indicações e privilégios! A boa formação e a aptidão pessoal, em alguns casos, por incrível que pareça, conta menos do que um bom “contato” feito na época da faculdade…

Não que as relações sociais sejam “erradas” quando se trata de mercado de trabalho. Pelo contrário. Precisamos conhecer pessoas, trocar experiências e mostrar os potenciais que temos. No entanto, isso não pode funcionar como uma “máquina de privilégios” e concessões descabidas. É preciso que os empregadores contratem jovens realmente preparados para o exercício das funções específicas das empresas, e não simplesmente porque conhecem o “primo do irmão do neto de Beltrano”.

É preciso, então, que, além de uma maior quantidade de vagas, os jovens também tenham acesso a empregos com maior qualidade, tanto no trabalho em si quanto no processo de seleção dos novos empregados. Da mesma forma, políticas públicas poderiam incentivar ainda mais as empresas a investir em jovens talentos, criando, assim, uma cultura de manutenção do jovem no mercado do trabalho.

Em outras palavras, o que precisamos com urgência é pensar em alguma coisa para mudar definitivamente esse quadro. Porque, como eu disse no título desse texto, só instrução não está bastando no momento.

Henrique Oliveira

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Xampu em pó

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Com o acirramento da concorrência e, principalmente, com as novas e cada vez mais presentes necessidades do consumidor, muita empresas estão trabalhando duro para modificar seus produtos e suas estratégias de marketing. A todo o momento, vemos as grandes indústrias gerando inovações e reformulações em suas estratégias de venda e divulgação. Com o advento do século XXI, uma das mais crescentes exigências do mercado (para a nossa sorte) é, justamente, a consciência ambiental das coorporações. De forma mais incisiva e presente, os consumidores apontam para uma tendência de consumo que previlegia os produtos chamados de “ecologicamente corretos”.

Em vista disso, muitas empresas de grande porte vêm tomando medidas inovadoras e até surpreendentes na modificação de suas mercadorias. A empresa Natura é um exemplo. Há cerca de dois anos, o grupo vem estudando a criação de uma linha completa em formato de pó – isso mesmo, de pó! Pelos planos da companhia, Xampus, condicionadores e cremes dessa futura linha seriam entregues aos consumidores em pequenos pacotes contendo um pó que, uma vez adicionado numa certa quantidade de água, transformaria-se num cosmético com a mesma qualidade dos tradicionais.

Em vez de esparramar o líquido na mão para, em seguida, passar na cabeça, você teria de abrir um pequeno sache (ao estilo de sucos como o Tang), despejar num recipiente, adicionar água, dissolver e só então aplicar. E qual a vantagem do trabalho extra? A inovação significaria reduzir drasticamente o uso de embalagens plásticas feitas de petróleo – um recurso não renovável – que acomodam os produtos. Por ser concentrado, o cosmético usaria menos água na sua fabricação. Sem falar na diminuição de emissões de gases poluentes no transporte. Uma caixa que acomoda hoje dez tubos com quase meio litro de xampu cada levaria centenas de saches com o pó – o que faz cair o número de viagens e, consequentemente, o uso de combustível. “O novo produto teria, em média, só 10% do peso do original”, diz Daniel Gonzaga, diretor de Pesquisa e Tecnologia da Natura.

Fonte: Blog do Planeta

A Natura é, pois, um exemplo de que o consumo e a atitude empresarial podem sim serem transformados em benefício do nosso meio ambiente. Basta que nos conscientizemos do nosso papel, que as empresas,  ávidas por vender mais e mais, adequarão seus métodos e suas linhas de produtos á nova realidade que se faz necessária. `

Para se ter uma ideia da nossa importância, enquanto consumidores, para a proliferação desses produtos, a Natura só não lançou a sua nova linha por um simples motivo: ela ainda tem medo que as novidades não sejam bem aceitas. Em outras palavras, ela ainda não tem certeza se estaremos dispostos a pagar um pouco mais por produtos “ecologicamente corretos”…

Henrique Oliveira

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Nossos bichos

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Não sei se coaduna com os objetivos desse espaço, mas desde já quero deixar claro que não são grandes as minhas pretensões. Isso não significa que eu seja uma pessoa humilde, modesta, pacata, ou qualquer coisa do gênero, absolutamente. Estou apenas querendo poupar, agora, o trabalho de ter que pedir perdões posteriores. Não gosto dos pedidos de perdão. Acho-os desnecessários, supérfluos, embora saiba de antemão que as falhas são e serão sempre inevitáveis.

Se tiver alguma pretensão aqui, ela se resume à busca de estabelecer uma relação de confiança. Não entendam esse meu desejo como uma súplica para que creiam cegamente, interiorizem sem se indagar o porquê, o que digo como a manifestação da verdade. Queria apenas que acreditassem que se digo algo, o faço de maneira honesta.

Ontem, refletindo sobre o que escrever nesse encontro inaugural, buscando uma inspiração que, teimosa, não vinha, comecei a remexer em leituras antigas, escondidas no fundo da gaveta e foi então que me deparei com Drummond. Acho Drummond um poeta estranho, e devo admitir que, por mais que me esforce, nunca entendi o que ele pretendeu com os versos “Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo”. Tentava eu estabelecer um nexo, uma relação causal, entre mãos e sentimento, ainda mais, do mundo. Falhei na compreensão, embora de maneira paradoxal fosse exatamente o que sentia. Com duas mãos inertes diante da profusão de sentimentos cotidianos.

Na TV, começava o jornal. Engraçado, de uns tempos pra cá, os jornais não conseguem me surpreender; cada vez mais tenho a impressão de que as notícias se repetem, que nada de novo acontece. Passei os olhos na tela da Tv, sem muita curiosidade, e deparei-me, como nos dias anteriores, com o Haiti. Joguei a poesia de Drummond para o lado, e pensei que poderia escrever algo sobre o Haiti, mas, logo em seguida, cheguei à conclusão de que não queria falar do Haiti. Afigurou-se para mim naquele momento que era mais fácil não ver, não ouvir, não conhecer, para evitar o risco de sentir. De sentir o Haiti. Resgatei a poesia de Drummond, que parecia olhar para mim do lugar que a havia lançado, e pela primeira vez aqueles estranhos versos começaram a fazer algum sentido. Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.

Tragédias como essa do Haiti, ou como as enchentes em São Paulo, ou a guerra do tráfico no Rio de Janeiro, ou outras tantas que não alcançam a notoriedade, tem o costume de levar para os holofotes especialistas em sociologia, filosofia, meteorologia, ou sei lá o quê. Não desprezo, pelo contrário, enalteço as descobertas fantásticas da racionalidade humana. Mas não era bem um tratado de sociologia ou uma análise aprofundada sobre o efeito estufa que eu precisava naquele momento para acalentar meu coração. Eu queria um pouco mais de sentimento. Queria que nem que fosse por um instante, o horário nobre da TV se rendesse a Vinicius de Moraes, angustiado ao ouvir “os passos na noite que se perdem sem história”, ou ao sentimento do mundo de Drummond, ou quem sabe até, a Manuel Bandeira. Queria que a luz abaixasse e que a voz grave do ancora pudesse dizer:

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.

Queria um pouco mais de sentimento, para talvez tornar a miséria humana, um pouco mais humana. Não queria vê-la apenas como mais um capítulo, que terminha hoje e recomeça amanhã, no mesmo horário, no mesmo canal, como se durante todo esse intervalo de tempo aquelas cenas deixassem de existir e aquelas pessoas deixassem de existir.

Os bichos haitianos, os bichos brasileiros e os africanos e todos os outros bichos estão sempre por aí, em cada esquina, do Haiti ou daqui, mas nos interessa tão pouco. Fechei o livro de Drummond que segurava em minhas mãos, desliguei a TV, já era tarde, e fui dormir. Deitei-me, e o sentimento que eu tanto esperava, ou já havia se dissipado, ou talvez nem tivesse chegado. Pensava apenas que dali a poucas horas começaria mais um dia, e que é tão mais fácil conviver com a covardia resignada, do que se permitir a sentir, os bichos ou o Haiti. Confesso que tive vontade de pedir perdão, mas não sabia a quem fazê-lo. Ainda bem que foi só um rompante, teria me arrependido, não gosto dos pedidos de perdão.

J. Dannieslei

 

Referencias aos poemas:

“O Haver”, Vinicius de Moraes

“Sentimento do Mundo”, Carlos Drummond de Andrade

“O Bicho”, Manuel Bandeira

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Quer encontrar um ET?

extraterrestres_azul O encontro com os ET’s sempre povoou o imaginário da humanidade. Será que agora é possivel?


Acho que todo mundo, em algum dia, pensou: será que estamos mesmo sozinhos no universo? É até uma questão filosófica. Afinal, todo o entendimento de humanidade mudaria se descobrissemos vida inteligente fora da terra. Não seríamos mais tão onipotentes quanto achamos que somos. Estaríamos mais imersos em incertezas e inseguranças: “E se eles nos tacarem?”; “E se eles quiserem destruir a terra?”…

Muito mais do que uma fábula de Orson Welles, o descobrimento de vida fora da terra, se possível, está cada vez mais perto. Pelo menos é o que afirma Martin Rees, o principal astrônomo britânico e presidente da Royal Society, a academia de ciências da Grã-Bretanha. Segundo o cientista, com o avanço tecnológico que a humanidade tem alcançado, se torna cada vez maior a chance de que a busca pelos extraterrestres tenha resultados positivos. "A tecnologia avançou tanto que pela primeira vez nós podemos realmente ter a esperança realista de detectar planetas não maiores do que a Terra orbitando outras estrelas. Poderemos saber se eles têm continentes e oceanos, descobrir que tipo de atmosfera têm. Apesar de ser um longo passo para sermos capaz de descobrir sobre qualquer forma de vida nesses planetas, é um progresso tremendo ser capaz de ter algum tipo de imagem de outro planeta, semelhante à Terra, orbitando outra estrela", observa Rees (Fonte: www.estadao.com.br).

Ou seja, segundo o cientista britânico (que há mais de uma década vasculha sem sucesso o infinito em busca de mensagens sonoras extraterrestres), se quisermos encontrar vida fora da terra, mais do que nunca, a hora é essa…


E você, o que acha? Existe mesmo vida inteligente fora da terra?
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Protesto ou excesso?


Depois de uma decisão de fechar as portas de algumas salas de aula em escolas maternais, o Ministério da Educação francês teve uma dor de cabeça, digamos, bastante forte: os pais dos alunos, para protestar contra o fechamento das salas dos filhos, resolveram, nesta quarta feira, manter como reféns oito professoras de duas escolas maternais no sudoeste da França.

Segundo o governo, o fechamento das salas de aula se deu porque o número de crianças matriculadas nas turmas era menor que o mínimo tolerado. No entanto, os “manifestantes” alegam uma situação bem mais complicada do que a que se lê nos números. Conforme publicado pelo portal UOL notícias, os pais revoltosos afirmam que “a classe dos filhos teria sido extinta porque faltariam apenas dois alunos para atingir a cota estabelecida pelo governo. [...] ‘O mínimo de 49 alunos para três salas de aula não foi atingido. Há 47 crianças para o curso e por isso foi decidido o fechamento de uma das classes, para a qual uma professora havia sido contratada’, diz Jean-Charles Sutra, vereador e responsável pela comissão escolar da cidade, que também protesta contra a decisão do governo”.

Em outras palavras, o governo francês parece ter confiado demais na frieza dos números e esquecido de analisar a questão humana envolvida no fechamento de parte importante de uma instituição social, como é a instituição escolar. Pais de alunos que, além de preocupados com a educação das suas crianças, dependem da rotina escolar para poder trabalhar sem “abandonar” seus filhos em casa, se desesperaram com a notícia do fechamento das turmas dos filhos. E, num impulso exageradamente agressivo, tomaram a drástica decisão de sequestrar os professores. “Até então, somente empresários haviam sido ‘sequestrados’ por empregados na França. O motivo é geralmente tentar impedir demissões e negociar indenizações trabalhistas. Após o agravamento da crise, a França registrou diversos casos de executivos mantidos como reféns. [...] Esta é a primeira vez, no entanto, que pais de alunos mantêm professores como reféns para protestar contra iniciativas adotadas pela direção da escola, sob orientações do ministério da Educação”, publicou o Uol notícias.

O que percebemos é que estes pais franceses exageram no direito de protesto e incorrem em uma prática criminosa: segregar a liberdade das outras pessoas, num país democrático, não pode ser a melhor forma protesto. Com certeza a violência da ação chamou muita atenção e pode, até, ter sensibilizado a opinião pública para a questão, que é deveras delicada. Porém, não se pode dizer que os pais revoltosos estejam com a razão...

A polícia francesa já está monitorando o caso e afirma que, se o cárcere dos professores ultrapassar 24 horas, os pais poderão ser enquadrados por sequestro, sendo presos e punidos severamente... Resta ver a que horas brotará o bom senso nisso tudo!

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O sujo e o mal lavado

Amigos, o que estamos prestes a ver nos vídeos abaixo é o estado lastimável em que se encontram os grandes veículos de comunicação do Brasil. Há muito tempo, grandes grupos familiares, religiosos e empresariais vêm controlando de forma completamente monopolista o direito de veicular informação e “formar” opiniões no nosso país. O que manda no jornalismo de massa brasileiro é o jogo de interesses de grandes grupos econômicos. O interesse público, que deveria nortear o viés de todas as reportagens e matérias da imprensa, é colocado de lado e o que vemos é uma verdadeira guerra de egos e “poderes”.

Nesta semana o Brasil está assistindo estarrecido à virulenta e completamente PARCIAL troca de acusações entre a Glodo e a Rede Record. Nos últimos dias, a TV da família Marinho, por meio dos seus diversos telejornais, usou a notícia de uma denúncia do Ministério Público contra o Bispo Edir Macedo e sua “quadrilha de furtadores de fiéis”, para relembrar que o pastor e seus asseclas construíram seu império comunicacional e empresarial com o dinheiro de pessoas de boa fé. A denúncia envolve diversos crimes e aponta que o bispo Macedo seria o chefe de uma quadrilha de lavagem de dinheiro que movimenta ilicitamente cerca de 8 bilhões de reais por ano. Vejam:





Na mesma moeda, a Record responde relembrando antigas denúncias contra a Globo: como sua parceria com a ditadura, o acordo espúrio e ilegal com a empresa Time Life e a participação aberta da emissora no jogo dos conchavos políticos do nosso país, dentre outras:





O que se percebe nesse “duelo de titãs” da mamata, é que os interesses que norteiam o fluxo informacional no nosso país, realmente, passam longe do interesse público e da fantasmagórica “objetividade” jornalística. A troca de farpas entre as duas emissoras, só prova que o monopólio da comunicação, para estes grupos e famílias, é apenas mais um negócio, um verdadeiro trampolim para mais poder.

A TV globo, com certeza, deve estar com todos os seus calos doloridos por causa do crescimento da Rede Record. Porém, o fato é que o bispo Edir Macedo alimenta seus negócios com o dinheiro de pessoas de boa fé que crêem na sua dita religião. Em outras palavras, vemos um típico caso do diálogo do “sujo com mal lavado”: os dois grupos têm negócios duvidosos em sua história. Praticam o monopólio informacional guiado simplesmente pelos desígnios dos seus interesses, e isso é flagrante.

Para Globo e Record, com certeza, o que menos importa nessa história toda é o direito da população de ter informação qualificada e menos ambientada nos meandros empresariais. Nós, enquanto telespectadores dessa verdadeira bandalheira, temos sim que protestar contra o mau uso dos meios de comunicação no nosso país. Sabe como? Mudando o canal, lendo mais e sendo mais exigentes e denunciando. Só assim vamos deixar de assistir a episódios lamentáveis como estes...



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Violentamente pacífico*

Este vídeo que vocês verão abaixo é profundamente instigante. Nele, vemos a cara de um povo que não estamos acostumados: um povo revoltado; um povo humano e, para surpresa de muitos, com bastante lucidez. Nas palavras do morador do Bairro da paz (periferia de Salvador) muito de uma revolta popular, ainda contida nos seios de algumas periferias escondidas, se revela. As palavras seguintes são muito mais do que uma fala sobre certo ou errado. São, antes de tudo, um clamor ao impacto das nossas diferenças, das nossas segregações.

E pensar que passamos toda uma vida sem conhecer o que nos cerca, e está logo ali. Cruzamos ruas, pensamos em ganhar e esquecemo-nos de refletir sobre a nossa própria condição. Sobre o que os trâmites do poder estão criando, sobre as violências que nos oprimem. Daí a lucidez das palavras do vídeo, daí a lógica dessa revolta...




E então amigos? O que acharam da provocação?
*Violentamente Pacífico é um video de Gabriel Teixeira realizado no Bairro da Paz (periferia de Salvador-BA) entrevistando Ras Mc Léo Carlos: cidadão ativamente cristão e morador do bairro.
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Conspiração ou fato?

Muitos certamente dirão que o vídeo abaixo é mais uma produção das criativas “teorias da conspiração”. Pode até ser, mas o fato é que as informações veiculadas abaixo são VERDADEIRAS e deveras instigantes. Vejam:




Agora, eu pergunto: o capitalismo é ou não é capaz de montar esquemas como o que vimos acima para sustentar suas faixas de lucro? A história vem mostrando que, quando se trata de grandes interesses econômicos, as questões humanas são muitas vezes postas de lado. Guerras, doenças, campanhas de mídia, muitas vezes escondem facetas que são características do nosso selvagem jogo econômico e político.

Revelar questões inquietantes como estas que pairam em torno da gripe H1N1 é muito mais do que simplesmente acusar de fundamento. È também pensar que as mensagens que nos chegam todos os dias nas televisões, rádios e jornais também podem estar contaminadas por motivos obscuros e extremamente questionáveis.

Os grandes laboratórios farmacêuticos, assim como e velha indústria bélica, vivem do aumento das doenças e da degradação da humanidade. Esse é o seu negócio: patrocinar a desgraça para vender o “remédio” depois...

Bem conveniente, não acham?
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A TV brasileira precisa de multiprogramação?

Esta semana foi divulgado pela imprensa que a Justiça Federal brasileira negou uma liminar que dava permissão à multiprogramação a canais de TV e radiodifusão no Brasil. Conforme noticiado, as emissoras Band e Redetv entraram com um pedido para que, com o advento da tecnologia da televisão digital, eles e outros grupos midiáticos, enquanto empresas, pudessem ter direito à veiculação de mais de um canal.

A ação de pedido da multiprogramação foi impetrada junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e visava a suspensão do artigo 10.3 da Portaria 24/2009, do Ministério das Comunicações, que trata da Norma Geral para Execução dos Serviços de Televisão Pública Digital e, no seu texto, permite que apenas algumas tevês públicas tenham o direito a oferecer mais de um canal, tendo, portanto, uma programação múltipla (ou multiprogramação) .

O juiz federal designado para o caso, Itagiba Catta Preta Neto, afirmou á imprensa que a concessão de multiprogramação para os outros canais de TV no Brasil não poderia se consolidar porque a decisão implicaria em muitas e sérias consequências de ordem técnica para o padrão “brasileiro” de televisão digital. O juiz, então, postergou a discussão do tema, que ainda aguarda recurso.

Mas, quem está com a razão?

A Band e a Redetv foram representados na ação perante o STJ pela Associação Brasileira de Radiodifusores (ABRA). Conforme publicado pelo site Banca de Jornalistas, a Associação justificou seu ato afirmando que, "ao dispor sobre TV Pública, a portaria do Ministério adentra seara que não lhe compete, ferindo direito de fazer a multiprogramação, que foi devidamente garantido às radiodifusoras, por meio do Decreto n.º 5.820/2006" (que estabelece a utilização do sistema SBTVD-T). E vai além: "a ABRA considera que o artigo 10.3 fere os princípios de isonomia e ato administrativo válido, perfeito e eficaz e coloca em risco a continuidade do processo de implantação da TV Digital no Brasil, uma vez que trará prejuízos imensuráveis aos radiodifusores, poder público e principalmente à população".

Em outras palavras, a ABRA quis se colocar em posição de desvantagem por não ter a permissão de explorar as possibilidades da multiprogramação. Porém, uma questão precisa ser levantada: quem, afinal de contas tem razão nessa história? O certo é que a multiprogramação pode ser uma faca de dois gumes. Afinal, num país onde os meios de comunicação são, em sua grande maioria, controlados por meia dizia de famílias, a permissão do controle por esses grupos de mais de um canal aberto, poderia funcionar como uma autorização ao monopólio da informação. Os conglomerados midiáticos já estabelecidos, a partir da multiprogramação, pouca concorrência teriam na consolidação definitiva de seus impérios.

“Frederico Nogueira, vice-presidente da Abra, afirmou em entrevista ao site Convergência Digital que ‘o próprio ministro das Comunicações declarou que não era contra a multiprogramação. Esperávamos que ele modificasse a portaria ou, como prometeu, que encaminhasse o assunto ao Congresso Nacional. Como nada disso aconteceu, entramos com a ação’. [...] Ele explicou que a escolha do padrão japonês de TV digital - que tem mais capacidade de compactação - para ser implantado no Brasil foi influenciada pela possibilidade de as emissoras poderem oferecer a multiprogramação. [...] Nogueira afirmou, ainda, que outras emissoras [...] também têm interesses em oferecer mais de um canal. ‘O presidente da Record já disse que tem interesse, a MTV também, assim como a TV Gazeta. A própria Globo diz que quer gerar uma programação diferenciada no oneseg (TV Digital no celular), mas isso também não será possível da maneira como está colocado’” (citação: portal imprensa).

Diferente do que muitos afirmam ao tratar o assunto, a questão técnica não é o ponto mais importante dessa discussão. Mas sim, quais os rumos que se criariam para a “vida informativa” do país caso uma decisão como essa fosse realmente aprovada. Será que o nosso povo não seria muito mais prejudicado se a multiprogramação favorecesse a concentração excessiva do controle dos meios de comunicação nas mãos de alguns?

O fato é que a justiça brasileira acertou ao relutar em ceder a autorização para uma multiprogramação. Não se poderia aceitar que uma liminar como essa viesse a endossar uma situação de monopólio comunicativo tão prejudicial à nossa própria democracia. Debater a multiprogramação é, também, procurar o entendimento e fixação de limites para os grupos que controlam os meios de comunicação no país. É dizer não à “concentração” informativa.
Por isso, é preciso que a sociedade discuta de maneira aberta quais serão os rumos da TV digital no Brasil. Afinal queremos evolução e não retrocesso...
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Toca Raul!!!

Relembrando a irreverência eo talento do grande Raulzito, o Incomode-se, hoje presta uma homenagem de fã ao Maluco Beleza.

No vídeo abaixo ele e Wanderléiam fazem um pot-pourri de marchinhas. Isso mesmo, marchinhas!




Raul seixas é considerado até hoje como um dos pais do rock nacional. Em sua lista de sucessos encontram-se, dentre outras, músicas inesquecíveis como Gita, Metamorfose ambulante, SOS e tente outra vez.

Além de grande roqueiro, Raul, como vimos no vídeo, era extremamente performático. O que conferia aos seus shows uma teatralidade única e imcomparável...

Raul morreu em 21 de agosto de 1989, aos 44 anos, vitima de parada cardíaca ocasionada por uma pancreatite aguda decorrente, por sua vez, do alcoolismo do cantor. Depois de quase 20 anos de sua morte, porém, a gente ainda continua "tocando Raul"!
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