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HIVida

O tema proposto para a publicação de hoje , certamente, ainda merece muito destaque. O preconceito ainda “exala” contra diversas pessoas que possuem HIV/AIDS. Atualmente, a sobrevida de uma pessoa infectada pelo vírus HIV subiu bastante devido às pesquisas científicas a às buscas para a síntese/elaboração de novas drogas (conhecidas como “antiretrovirais”) e esquemas de tratamento para os pacientes soropositivos, o que dificulta a multiplicação do vírus no organismo.

Entendendo um pouco sobre a doença

Mas, por que o HIV é tão agressivo? Isso se dá, basicamente, porque o vírus ataca algumas das principais células de defesa (responsáveis pelo combate a qualquer corpo estranho no organismo) do nosso corpo. Essas células são conhecidas tecnicamente como “Linfócitos CD4+”, e agem como se fossem os generais do sistema imune. Caso esta célula fique defeituosa, obviamente, ficaremos com a resposta de defesa baixa (o que conhecemos como imunocomprometimento), e podemos ter complicações por causa disso.

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Será, então, caros leitores, que as pessoas que possuem HIV/AIDS não têm o direito à vida e à liberdade sem preconceito como qualquer pessoa? – claro que sim! É evidente que eles precisam de apoio em muitas coisas. Mas os indivíduos “não-soropositivos”, também precisam, não é? No portal AIDS.GOV* dentre várias informações interessantes, me deparei com esta, que diz: “Conforme a Constituição da República Federativa do Brasil, as pessoas que vivem com HIV, assim como todo e qualquer cidadão e cidadã, brasileiro e brasileira, têm obrigações e direitos garantidos. No seu artigo 196, por exemplo, está inscrito que "saúde é direito de todos e dever do Estado". No caso da AIDS, esse direito é sinônimo do direito à própria vida. Uma vida a que precisa ser vivida com dignidade e com pleno acesso a uma saúde pública de qualidade. Ainda precisamos lutar bastante para reduzir o estereótipo preconceituoso que se abate não só contra a AIDS, mas contra qualquer forma de conceito retroativo. Afinal,

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Vamos abraçar esta idéia!

Mais informações sobre o HIV e também sobre os direitos das pessoas que vivem com HIV/AIDS, *http://www.aids.gov.br/

Ricardo Durães

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Divirtam-se, cuidando-se

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É tempo de carnaval, e, em todos os cantos do Brasil, milhares de foliões vão se entregar a uma mistura de sensações e prazeres que muitas vezes podem trazer algumas consequências ruins à nossa saúde. Quero dar destaque aqui, a ainda grande epidemia de AIDS que assola o país: por ser uma doença transmissível sexualmente, os números de contágio em época de carnaval aumentam, principalmente entre os jovens. Nessa época de entrega, muitos esquecem ou simplesmente ignoram que a única forma de não contrair o vírus HIV é utilizando preservativos. O agravante é que muitas pessoas têm a ideia errônea de que o coquetel de remédios para tratamento tornou a doença não letal. Outro problema foi a estigmatização da doença nos anos 80, quando foi definida como uma doença de grupos de risco (homossexuais e usuários de drogas injetáveis), o que fez com que a maioria das pessoas não se vissem como alvo da enfermidade.

No entanto, segundo dados recentes do Ministério da Saúde, na última década a síndrome chegou a atingir os homens em número muito maios, e a forma de transmissão foi a heterossexua. Os registros de contágio homossexuais só são maiores na faixa etária dos 13 aos 24 anos. Já na faixa entre 13 e 19 anos as maiores vítimas são mulheres. Esses dados corroboram a tese de que a epidemia mudou suas características ao longo do tempo e de que ninguém está a salvo dela.

Como proteger os nossos jovens então? O sexo está por toda a parte: na TV, na internet, no cinema, nos anúncios publicitários. Na época de Carnaval essa exposição se exacerba e cria-se quase que uma obrigação para os adolescentes. As músicas, principalmente as nossas pérolas baianas, incentivam essa sedução precoce. A liberdade que vemos hoje não se traduz em um debate franco e aberto sobre como o sexo meramente casual acontece cada vez mais entre os jovens. Muitos pais não acreditam que seus filhos de 13 anos possam estar transando e, ainda mais, que estejam desprotegidos.

Devemos então abrir os olhos para ver como nós e nossa família somos vulneráveis, e estender a roda de discussões sobre os fatos acerca da doença. Só com um diálogo bem trabalhado, seja no grupo familiar ou de amigos, poderemos ver esses números acima mudarem. O sexo sempre vai estar ao alcance dos jovens, eles sempre vão decidir a hora de fazer, mas a forma de fazer ainda pode ser bem orientada e as consequências negativas do ato podem cair cada vez mais nas estatísticas.

GIbran Durães

 

* Para saber mais:

www.saude.gov.br

www.usesempre.com.br

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